Feliz é o homem que ouve a voz e anda sob a orientação de Deus. A narrativa que é apresentada em I Rs 13.1-10 explana bem tão contexto. Um desconhecido homem, sem nome, sem origem, apenas com endereço (de Judá), “cai de para-queda” neste capitulo, porem, este homem possuía um adjetivo que lhe acompanhava – “homem de Deus”, e aqui a grande diferença, apesar de não ser conhecido e não ostentar nenhum título ou cargo da corte judaica, ele possuía o que hoje muitos não têm – intimidade, orientação do Senhor. Em uma de suas predicas, o pastor Hernandes Dias Lopes disse: “Deus está muito mais interessado no que você é, do que aquilo que você tem”.
Interessante é que o profeta fala de um reinado futuro, este é um dos mais notáveis exemplos de profecia do Antigo Testamento, demonstrando a onisciência de Deus. Esta profecia vincula-se à de Isaías em relação a Ciro (Is 45.1 e segs.). Sendo tão notável, os críticos bíblicos "liberais" têm tentado reduzi-la a uma declaração ad hoc. Contudo, considerar isto como uma inserção histórica, feita após o período do Rei Josias, é deixar de compreender totalmente o verdadeiro caráter da profecia. Com referência ao notável cumprimento desta predição conforme II Reis 23.15-20.
De forma clara, o anônimo profeta, sentencia o rei Jeroboão I e todo o seu reinado, movido por ódio, o monarca levanta a sua mão para determinar a prisão do homem de Deus, imediatamente é surpreendido por ver sua própria mão paralisada, sem domínio, sem governo.
É em pequenos gestos que o Senhor nos ensina a bela forma do seu agir, mostrou mais uma vez, que um rei/homem não tem domínio nem sobre a sua própria mão, quanto mais sobre a vida daqueles que o serve.
E mais uma vez a historia se repete, e continua repetindo. Em meio à dificuldade e a falta de domínio, muitos buscam em Deus uma solução – e é só neste momento que muitos acham que necessitam da misericórdia do Criador. O rei imediatamente clama ao profeta por intercessão ao seu Deus, e este sem nenhuma oração pragmática, vingativa (aquela famosa – queima ele Jesus), intercede e a mão do rei é restituída.
No entanto, a famosa barganha entra em campo, e o rei com um jeitinho peculiar do brasileiro, tenta com presente e lábia, convidar o profeta para ir ao seu palácio.
Vem comigo à casa (v.7), convite de Jeroboão talvez tivesse a intenção de servir a dois propósitos: podia ser uma espécie de pedido de desculpas pela tentativa de prisão; e podia ser um expediente para desfazer ou pelo menos abrandar o juízo pronunciado sobre a casa real. No versículo que segue o profeta diz: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo. Fiel às instruções divinas, o profeta declinou do convite com base na expressa proibição recebida de não comer pão nem beber água em Betel. Tal intercâmbio social poderia muito bem ter criado a impressão na mente do povo de que o juízo enunciado pelo profeta já fora desviado, ou pelo menos diminuído.
E se foi por outro caminho. (v. 10). Agora o profeta buscou o caminho de volta para casa. Até aqui agiu em estrita obediência à ordem divina.
Um homem verdadeiramente orientado por Deus.
Em oração,
Paulo Henrique.

Nenhum comentário:
Postar um comentário