quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Oriente-se II

Em continuação a ultima matéria postada... É realmente gratificante quando o homem caminha segundo as ordenanças divinas. O profeta havia recebido uma ordem clara e expressa de Deus: “Porque assim me ordenou o Senhor, pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde foste”. (I Rs 13.9), no entanto, ao profetizar contra o rei e seu reinado, aquele homem de Deus chamou a atenção dos moradores de Betel, onde havia um profeta velho, que ao ficar sabendo através de seu filho sobre o profeta novo, foi ao seu encontro albardado em um jumento, encontrando-o debaixo de um carvalho ou terebinto, é lhe feito à mesma proposta que o monarca outrora lhe havia feito: Então lhe disse: Vem comigo a casa e come pão”. (v. 15). O que o rei, com toda sua riqueza, fama e glória não conseguiu realizar na vida do homem de Deus, um crente obviamente sem "a mente do Espírito" foi capaz de fazer. Ao fazer lhe o convite, o velho profeta só ratifica o que conhecemos que os orientais são conhecidos por sua hospitalidade muito mais destacada que a dos seus irmãos ocidentais. Além de desejar demonstrar hospitalidade, talvez o velho profeta quisesse saber mais exatamente sobre a maravilhosa e incomum profecia. E novamente o recém “formado” profeta, repassa a ordem divina: Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tão-pouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar. Porque me foi mandado, pela palavra do Senhor: Ali nem comerás pão, nem beberás água; nem tornarás a ir pelo caminho por que foste”. (I Rs 13.16-17).
Agora o texto apresenta algo que necessita de nossa atenção. Tanto na versão ARA, ARC, ACF, KJ, BLH e NVI, todas relatam a mesma fonte profética – um anjo. O velho profeta usou de mentira: “E ele lhe disse: Também eu sou profeta, como tu, e um anjo me falou, pela palavra do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. (Porém, mentiu-lhe.)”. (v. 18).

É realmente gratificante quando o homem caminha segundo as ordenanças divinas (repito).

Nosso Deus não é de confusão. Então o novo profeta voltou (v 19). Desobedeceu a ordem divina. Existem aqui lições prática que podemos extrair: Em primeiro lugar é que o conselho de outros homens, mesmo que sejam amigos cristãos, não devem substituir o explícito chamado ao dever que há em nossos corações. Segundo, que ao ser ordenado pelo próprio Deus, não deveria ele dar ouvidos à “ordens” de anjo – “Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu, vos anuncie outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gl 1.8).
Sensibilidade espiritual preserva, modifica e dá vida. Falto discernimento ao homem de Deus, que de forma errônea ouviu e seguiu o profeta de Betel. E como desobediência é pecado, e o salário deste é a morte, aquele jovem profeta recebeu seu pagamento. Foi profetizada a ele pela própria boca que o havia levado aquela casa (o velho profeta) que sua sentença havia sido decretada, e não seria sepultado junto com seus pais, pois morreria naquelas terras. Entretanto, para que se soubesse que este era realmente um juízo; sobrenatural e não simplesmente um acidente infeliz, o leão, depois de matar o profeta, não molestou nem estraçalhou o seu corpo, nem mesmo matou o dócil jumento sobre o qual o profeta montava, mas calmamente ficou de guarda como se fosse por ordem divina.
Oriente-se.

Em oração,
Paulo Henrique.

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