É alarmante a narrativa de Gn 19, onde Ló é visitado por anjos (“theopháneia” ou “theophanía”), mesmo estes, anunciado a destruição iminente de sua cidade, devido à promiscuidade sodomística que havia na época, o sobrinho do patriarca Abraão e sua família estavam demorando sair de sua casa (v 16), talvez por estar procurando algum estimado objeto, presente herdado; coisas que ainda ocupavam os interesses de seus corações.
Através de um ato misericordioso, os anjos pegaram em suas mãos e os conduziram para fora daquela cidade. O que chama atenção é que mesmo sabendo do perigo que estava correndo (v 15), não tiveram pressa para salvar a suas próprias vidas, e em contra partida, detiveram-se para sair de sua antiga casa.
Se analisarmos Abraão e Ló, veremos atitudes totalmente opostas. Ao revelar o Senhor, o plano de destruição daquelas cidades, Abraão imediatamente volta sua atenção à vida daquelas pessoas, em especial – os justos. Mesmo não estando na “área de perigo”, o patriarca suplica a Deus por misericórdia, um nítido apelo a vida.
Opostamente esta o seu sobrinho. Em plena zona de destruição, sendo atacado pelos próprios vizinhos, com toda a sua família correndo risco de morte, de forma calma e demorada são seus passos para abandonarem este lugar amaldiçoado por Deus. Foi necessário que toda a família fosse “arrastada” pelas mãos para fora daquele recinto.
Aqui, há um esforço celestial pela preservação destes justos, talvez por intermédio da suplica de Abraão, no entanto, ao ser ordenado que espaçasse para o monte (lugar de segurança), Ló questiona os anjos e pede a estes que o deixe ir para uma cidade, mesmo que pequena, mas que poderia ainda assim viver (v 19, 20).
Andrew Carnegie disse certa vez: "Há dois tipos de pessoas que nunca chegam a realizar muito ao longo da vida. Um deles é quem não faz o que lhe dizem para fazer e o outro é quem faz apenas o que lhe dizem para fazer”.
Terrivelmente, essa foi à história daquele homem, enquanto a exemplo de seu tio, que saiu sem saber para onde ia e se tornou um dos homens mais poderoso de sua época, Ló mesmo sendo guiado para um lugar seguro – dito pelo próprio Senhor, prefere ter algo “confiável” – pequena cidade, para que sua alma vivesse.
Infelizmente, muitos têm vivido esta mesma sina. Não escapam de suas vidas pecaminosas, com passos lentos e sem vontade demoram deixar de seus velhos hábitos, e quando saem, alguns pela saudade das velhas coisas olham para traz e “paralisam” os projetos de Deus em suas vidas. Ló perdeu a oportunidade de viver uma vida plena e vitoriosa ao não seguir os conselhos do Senhor, ao contrario, imprimiu em sua vida familiar um incesto provocado pelas próprias filhas, vivendo dali em diante uma vida ofuscada pela desobediência e falta de confiança em Deus.
“... Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa-te lá para o monte, para que não pereças.” Gn 19.17.
Em oração,
Paulo Henrique.

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