Um novo mandamento lhes dou: Amem-se uns aos outros. Como eu os amei, vocês devem amar-se uns aos outros. (Jo 13.34)
Apesar de escreverem inúmeros poemas, exaltar-se tanto esse “sentimento” chamado AMOR, vemos que a Palavra de Deus nos mostra que o amor não é um sentimento, onde posso escolher o que, quem e quando amar; mas a Bíblia nos mostra que o amor é uma ORDEM.
Apesar de escreverem inúmeros poemas, exaltar-se tanto esse “sentimento” chamado AMOR, vemos que a Palavra de Deus nos mostra que o amor não é um sentimento, onde posso escolher o que, quem e quando amar; mas a Bíblia nos mostra que o amor é uma ORDEM.
Isso
faz toda a diferença. Em um mundo cheio de mazelas e decepções, os
relacionamentos estão se tornando cada vez mais descartáveis, afinal “eu
escolho/eu determino” se esse relacionamento vale ter continuidade ou não, se
as circunstancias são favoráveis e estou ganhando ainda alguma coisa com a
continuidade deste “sentimento” (e nesses casos sempre olhamos para nós –
egocentrismo, dificilmente observamos o outro).
Ao entendermos
a orientação bíblica que amar é uma ORDEM, a visão muda; não é algo que eu “uso”
e quando não estiver mais favorável, descarto e lanço fora.
O verso
mencionado, Jesus faz uma menção ao decálogo, e de forma surpreendente traz uma
“nova orientação”, o interessante aqui é o crivo, o padrão estabelecido para
amar o nosso próximo.
Quando
nos é orientado a amar o próximo como a nos mesmo, o padrão aqui é alto, porém,
pode ser muito relativo. Muitas pessoas amam a vida e tudo o que nela há, assim
o amor a se próprio é bem definido e estabelecido, em contrapartida, muitos não
tem por preciosa a própria vida; para estes a ordem de amar o próximo como eles
se amam não estabelece um crivo a ser seguido, pois como amar o próximo se não
amam a si mesmos?
Já dizia
Paul Valéry “Pois se o eu é odioso, amar o próximo como a si mesmo torna-se uma
atroz ironia”
Então
diante de tal situação, Jesus estabelece aqui o padrão a ser seguido “... Assim
como eu os amei, amem também uns aos outros...”
A
ordem é clara e o padrão estabelecido – AMEM, assim como EU amei.
Um amor
sacrificial, que não questiona, não baseado na troca, no ganho, no merecimento.
Disposto
a amar os que não lhe amou, de continuar amando mesmo quando as regras que
ditam os relacionamentos hoje dizem não mais valer a pena...
Assim como expressa o
Rev Arival, o mandamento do amor não é novo em termos de tempo. Deus já havia
ordenado o amor desde a lei do Antigo Testamento (Dt 6.5; 11.1; Lv 19.18). A
ordem de amar uns aos outros é repetida pelo menos doze vezes no Novo
Testamento (Jo 13.34; 15.9, 12, 17; Rm 13.8; 1 Ts 4.9; 1Pe 1.22; 1Jo 3.11, 23;
4.7, 11-12; 2Jo 5).
O mandamento do amor
é novo ou inédito de cinco maneiras:
I - Ele é novo em sua proeminência, isto é, é o
maior de todos os mandamentos (1 Co 13.1-3).
II - Ele é novo no seu
referencial. Jesus é o nosso referencial de amor (1Jo 3.16).
III - Ele é novo em sua maneira de
expressa-lo. O amor deve ser expresso não por palavras, mas por ações concretas
a favor dos nossos irmãos (1Jo 4.18).
IV - Ele é novo em sua exclusividade. Somente
quem é nascido de Deus pode amar (1Jo 4.7).
V - Ele é novo em sua capacitação. Só podemos
amar se Deus nos capacitar por intermédio do Espírito Santo (Rm 5.5).
John Stott disse
certa vez que “O amor cristão não é vítima de nossas emoções, mas servo de
nossa vontade.”
Todas as vezes que
observamos o amor mediante as nossas emoções, nossa visão quanto a ele será
turva e opaca, mas se submetermos ele ao serviço, a uma ordem; amaremos e assim
também seremos amados.
Em oração,
Paulo Henrique Rocha.

Parabéns amigo!
ResponderExcluirObrigado meu amigo. Que Cristo seja o centro.
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