segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Culturalização

Nossa sociedade está em constante transformação, regada por costumes e ditos culturais que de certa forma aperfeiçoa e transforma, isso é observado nos novos contratos sociais, na forma como o legado da família é passado e na própria troca de papeis homem-mulher, tendo um significado diferente em cada meio social. Segundo Freud, a culturalização educa, molda, enquadra e controla o ego que aprende a postergar o prazer em nome do princípio da realidade.
A grande anomalia é que tal princípio está fugindo da realidade e entrando no campo abstrato do ser, onde regras, normas e valores não necessitam existir, pois cada um possui a sua forma de ver o mundo, a sua própria cosmovisão.
Visão distorcida, moldada por uma cultura desprovida de valores sociais, familiares e éticos. Essa constante transformação tem entrado pelos corredores e sentado nos bancos de nossos templos. Cultos que mais parecem um acordo contratual entre as partes (deus e Homem – inversão de grandeza mesmo), onde só uma parte ganha – venha a nos o Vosso reino, e a outra que se contente com nossas “gordas ofertas monetárias”, pois oferta voluntária e agradável de verdadeiro louvor e adoração já foi expurgada de nosso meio há muito tempo, e aqueles que ainda insistem na velha prática, são condenados a “santa fogueira do esquecimento”, literalmente, são colocados no calabouço da igreja – desprezados, esquecidos, fanáticos... Essa é a transformação que estamos vendo.
Quando leio a palavra de Deus e deparo com a vida de homens que viveram a margem das transformações sociais de sua época e fizeram à diferença, e os puritanos, com sua forma simples de viver, remaram contra a maré do mundo e deixaram nas paginas da historia da igreja as suas marcas, vejo quanto estamos andando em direção oposta. Hoje se busca muito uma nova forma litúrgica do culto, algo que atraia mais o pecador (interessante é que quando este vem nunca se fala do seu pecado), pois falar de pecado não dá ibope, alias, mudaram até o nome de pecado para problema, e assim vamos caminhando neste caminho da imbecilização do faz de conta. Em seu livro sobre liderança, o pastor Alan Brizotti defere uma grande verdade: “nós não precisamos buscar inovação e sim renovação”.

Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. Tt 3.5

Em oração,
Paulo Henrique.

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