segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Confiança e Fé

Feliz é o homem que confia no Senhor. O profeta messiânico ao dizer: “Seca-se a erva, e caem às flores, mas a palavra do nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.8), foi feliz em sua colocação, expressando que independente da situação em que esteja a vida, vale a pena confiar em Deus. Esta confiança não é atingida de forma racional (estranho dizer isto), mas é literalmente assim que acontece, e só se entende tal fato quando é vivido.
Em uma situação onde as circunstâncias fogem da nossa gestão, os controles parecem inalcançáveis e as coisas começam a desmoronar, é ai que impera a fiel companheira da confiança, a fé.
O grande escritor Carlos Drummond de Andrade disse: “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio”.
É perfeitamente ajustável esta frase em nossas vidas.
O grande problema é que diversas vezes deparamos com desagraveis situações, digo desagradável no instante da turbulência, pois após a trepidação, surge um estado de êxtase, onde ficamos paralisados e atônitos. Foi o que Fiodor Dostoievski expressou: “Um ato de confiança dá paz e serenidade”.
Porem, só aprende ter confiança em meio à tribulação, pois está nos é apresentada pela própria dificuldade. No entanto, como meros seres palpáveis, temos grande dificuldade em confiar e acreditar naquilo que não se vê, necessitamos de conhecer e contemplar o socorrista. Este é o mal que vivemos. Raríssimos são aqueles que realmente conhece a “pessoa que esta dormindo na proa do barco”, e então surge o desespero e a fiel companheira desaparece.
Foi o que aconteceu com os apóstolos, enquanto o barco estava sob calmaria, o “papo” entre eles estava bem, mas quando veio a tempestade... A confiança foi soprada pelo forte vento em meio às ondas. E assim foram chamados de homens de pouca fé, pois esta também já estava esvaindo pelo assoalho molhado da pequena embarcação.
Interessante é o conceito que Michael O’Brien traz: “A confiança é contagiante. A falta dela também”.
Se começarmos a viver segundo a ótica deste século e com a mesma mediocridade racional, logo, logo estaremos como eles – Cegos guiando cegos.

Em oração,
Paulo Henrique.

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...