sábado, 26 de fevereiro de 2011

A difícil arte de esperar

Você já abriu um pacotinho de paçoca? Por certo, assim com aconteceu comigo, abriu-o correndo, ansioso e louco para devorar a paçoca. Você reparou que quando se abre apressadamente uma paçoca, ela se desmancha e se esfarela. Não perde o sabor, mas perde a perfeição. Mas, quando você abre o pacotinho aos poucos, com cuidado, ela permanece inteira, perfeitinha.
É isto o que acontece com as bênçãos e as promessas de Deus na nossa vida. Você até pode apressar-se em abrir o pacote, mas, por certo, não terá a mesma perfeição do que se esperasse o tempo certo determinado por Ele.
No entanto, esperar é uma arte, e essa arte se chama paciência. Como é difícil falar de paciência na geração Fast-food que vivemos; pessoas imediatistas e excessivamente apressadas. O turbilhão de afazeres do dia-a-dia tem moldado e exigido de nossa geração ser sempre elétrica, rápida, lépida. O filósofo Emmanuel Kant disse algo interessante sobre esta arte: “A paciência é a fortaleza do débil e a impaciência, a debilidade do forte”. E tudo isso tem dificultado para muitos o ouvirem calmo e suave da voz de Deus. Na noite da crucificação, ao sentar com os apóstolos, Jesus de forma tranqüila e sem nenhuma preocupação e muito menos pressa, participou da ceia com os seus discípulos e antes de partir para a mais dura noite, sabendo o que lhe esperava pela sua onisciência, cantou um hino e depois partiu – “E, tendo cantado o hino, saíram para o Monte das Oliveiras”. (Mt 26.30).
Que tamanha lição. Quantas vezes por pequena intempérie perdemos o controle e agimos de forma rude e grosseira. O Mestre naquela noite tinha muito “trabalho” para fazer, estava realmente abarrotado de tarefa – tinha que levar TODAS as dores, TODOS os pecados, TODA decepção, frustração, fracasso, magoa e distribuir TODA graça e salvação a humanidade e como se não bastasse teria que enfrentar o abandono dos seus apóstolos durante a vigília – E voltando para os seus discípulos, achou-os adormecidos; e disse a Pedro: Então, nem uma hora pudeste velar comigo?”. (Mt 26.40), e ainda a traição de um amigo – “E logo, aproximando-se de Jesus, disse: Eu te saúdo, Rabi. E beijou-o. Jesus, porém, lhe disse: Amigo, a que vieste? Então, aproximando-se eles, lançaram mão de Jesus, e o prenderam.” (Mt 26.49-50). E como se não bastasse, alem de todo o sofrimento (físico e espiritual) teve que ainda ver a traição de Pedro... e depois a cruz. É realmente a sua “agenda” estava lotada. Mas quem foi que disse que Jesus apressou, correu, desesperou? Sabendo de todas essas coisas, Ele resolveu cantar... Adorar ao pai.
Talvez esteja se perguntando neste momento: - O que ganho com esperar? Passar por provações e aflições?
PRIMEIRO - Deus permite a aflição para o crente fiel porque existe um propósito proveitoso com o fito de glorificar a Deus e exaltar o Nome de Jesus. O Salmista disse: "Foi-me bom ter sido afligido para que aprendesse os teus Estatutos...”. (Sl 19.71). Outra vez disse: "Antes de ser afligido, andava errado, mas agora guardo a Tua Palavra..." (Sl 119:67).
SEGUNDO - Deus vê a aflição do justo, foi isso o que Davi afirmou no Sl 31.7 - "Eu me alegrarei e me regozijarei na Tua benignidade, pois, consideraste a minha aflição, conhecestes a minha alma nas angustias...”.
TERCEIRO - Tudo contribui para o bem do servo fiel. Em Romanos 8.28, está escrito: "Todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados por seu decreto...”. Confiando nessa verdade Bíblica, o crente não pode e nem deve se desesperar.
QUARTO – “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia”. Sl 46.1
QUINTO - Em tudo devemos dar graças. Na bonança é muito fácil, difícil é dar graças quando enfrentamos uma enfermidade cruel, quando sofremos as calúnias, diante dos momentos de perseguição, de difamação, de decepção. A Bíblia, todavia exorta-nos: "Em tudo dai graças, porque esta é a vontade de Deus para convosco..." I Tes 5.18.
SEXTO- A oração é o caminho para a vitória. Não é fácil orar. Manter comunhão . Acontece que não existe outra solução para que o crente tenha forças de enfrentar as adversidades, senão, orar, orar, orar... Jesus nos ensinou assim: "Tendo-se levantado alta madrugada, saiu e foi para um lugar deserto e ali, orava..." Mc 1.35.

“A paciência faz contra as ofensas o mesmo que as roupas fazem contra o frio; pois, se vestires mais roupas conforme o inverno aumenta, tal frio não te poderá afectar. De modo semelhante, a paciência deve crescer em relação às grandes ofensas; tais injúrias não poderão afetar a tua mente.” (Leonardo da Vinci).

Cante, ore e principalmente peça a Deus paciência.

Em oração,
Paulo Henrique.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Manipanço Evangélico


Aprendemos que devemos orar a Deus e agradecer quando a nossa oração for atendida, e só quando for atendida, ou seja, quando conseguimos “dobrar” a vontade de Deus e ele nos respondeu atendendo à nossa vontade.
A Bíblia fala sobre o príncipe deste século,  terrivelmente é o indivíduo, pois este é o grande deus neste século. O que vale é a sua vontade, seus sentimentos, suas intuições, sua interpretação da realidade, seu desejo e seu projeto de vida. Se alguma coisa não estiver dando certo em sua vida e seu projeto histórico, algo necessita ser feito e vale tudo, começando, por exemplo, pela múltipla pertença, em que a pessoa deixa de ser fiel exclusivo de um determinado “deus”, igreja ou denominação e passa a buscar “recursos” em outras crenças e religiões – o importante aqui não é a sua convicção teológica ou fidelidade a uma “etiqueta” religiosa, mas se funciona ou não. É um tipo de religiosidade narcisista voltada somente para o indivíduo e seus interesses pessoais – Deus não conta, a não ser se ele pode dar um “jeitinho” no seu projeto pessoal.
Um exemplo muito comum é que desde cedo aprendemos que devemos orar a Deus e agradecer quando a nossa oração for atendida, isto é, quando conseguimos “dobrar” a vontade de Deus e ele nos respondeu atendendo à nossa vontade. Se ele não respondeu, talvez seja porque você ainda não conseguiu atingir o elevado patamar das exigências divinas e deve continuar insistindo na negociação com ele. Onde encontrar base bíblica para esse tipo de religiosidade mercantilista e narcisista? Não existe. O que existe é o ensino de Paulo (Fp 4.6-7) indicando que não devemos ficar ansiosos por nada, mas em tudo nossas orações devem ser conhecidas por Deus por meio de súplica, isto é, um recurso que se deve utilizar quando não existe mais saída, acompanhada de ações de graças, isto é, suplicar e agradecer em seguida. Mas, e se Deus não responder conforme a minha vontade? É sinal que a minha vontade não é coincidente com a de Deus e ponto final.
Em vez disso é possível observar diversas “estratégias” para conquistar o transcendente e dobrar a sua benevolência em favor da pessoa. Entre alguns exemplos temos o vale do sal, arruda santa (talvez tenha sido “benzida” com óleo sagrado), copo d´água em cima da televisão, perfume para “encantar” o amor perdido ou o ainda não encontrado, que é entregue no culto que promove uma espécie de terapia do amor ou até mesmo livreto que vai trazer prosperidade se você seguir os rituais que ali estão alistados. Tem havido até “procissão” evangélica marchando para Jesus.
O altar de Deus onde depositaremos nossa vontade incondicionalmente é substituído pela vontade humana que deve ser seguida a qualquer custo. A graça de Cristo é substituída pela transformação do evangelho em mercadoria e bem simbólico de consumo que deve ser negociado com Deus por meio de despachantes-pastores que conhecem bem como fazer mandinga para dobrar a vontade lá do alto, como bem expressa o Pr Lourenço Stelio Rega.

Soli Deo Gloria!!!

Em oração,
Paulo Henrique.

A industrialização da prece

Assim como no Tibet, onde cada família é obrigada a consagrar à religião ao menos um de seus filhos varões, o que torna inacreditável a proporção de monges no país. Um mosteiro, nas proximidades de Lhasa, tem seis mil. O Brasil com sua familiocracia e apadrinhagem, tem também produzido uma imensidão de “lideres” que em sua grande maioria não possuem um feixe de luz se quer na refulgente e grandiosa chamada ao pastoreio. Degradante é o apego ao “ministério” que muitos têm; um apego monetário, de poderio e glória, de forma alguma aceita que outros tomem o seu santo lugar, e quando já idosos, em findando as suas “carreiras de sucesso”, dão um jeitinho e empossam os seus filhos.
Neste contexto então, vivemos a era dos netos de deus (já está se tornando hábito aparecer com d minúsculo). Não questiono aqueles que seguem os passos de um pai compromissado e realmente dedicado ao ministério. Repudio é essa mania de consagração titular. Título e apenas isso, credenciais que engordam as convenções, como se fosse pecado de morte não consagrar o grandalhão.
E por muitos empurrarem a “chamada” com a barriga, a igreja passa hoje por uma verdadeira desvolucão, retrógrada e declinada, comandada pelos netos, apadrinhados e indicados que estão à sua frente. Por almejarem a mesma glória e status de seus pais (síndrome de Belsazar), oferecem verdadeiros banquetes em seus templos, festas sobrepujantes e grandiosas, que usam o sagrado, mas que não engrandece o Santo de Israel. Assim como aquele neto usou os utensílios sagrados do tabernáculo para ostentar seu “poder” a seus amigos e convidados, pelo mesmo caminho seguem os pés dos netos atuais, homens que usam da Casa do Senhor para autopromover-se, usando o sagrado para gloriar o profano, banalizando o verdadeiro sentido desta casa (Casa de Oração).
A mecanização cultual é obrigatória. A segunda que parece terça, que é igual à quarta, que se repete na quinta... e domingo a mesma coisa. Realmente industrializaram a igreja. Temos os irmãos da diretoria (os intocáveis), os irmãos dos departamentos, e ainda existem aqueles que mais parecem lideres sindicais (gritam, cobram, mas com qualquer “oferta” é possível cala-los), e assim caminha a indústria.
Recentemente tenho observado que para “adorar” necessito fazer a coreografia certa, pois ao contrário meu louvor não chegará aos céus (?), até mesmo para orar (conversar com Deus), tenho que seguir determinados protocolos. Já não basta o templo e seus departamentos, agora estão industrializando até mesmo as pobres ovelhinhas.

Em oração,
Paulo Henrique.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Oriente-se II

Em continuação a ultima matéria postada... É realmente gratificante quando o homem caminha segundo as ordenanças divinas. O profeta havia recebido uma ordem clara e expressa de Deus: “Porque assim me ordenou o Senhor, pela sua palavra, dizendo: Não comerás pão, nem beberás água; e não voltarás pelo caminho por onde foste”. (I Rs 13.9), no entanto, ao profetizar contra o rei e seu reinado, aquele homem de Deus chamou a atenção dos moradores de Betel, onde havia um profeta velho, que ao ficar sabendo através de seu filho sobre o profeta novo, foi ao seu encontro albardado em um jumento, encontrando-o debaixo de um carvalho ou terebinto, é lhe feito à mesma proposta que o monarca outrora lhe havia feito: Então lhe disse: Vem comigo a casa e come pão”. (v. 15). O que o rei, com toda sua riqueza, fama e glória não conseguiu realizar na vida do homem de Deus, um crente obviamente sem "a mente do Espírito" foi capaz de fazer. Ao fazer lhe o convite, o velho profeta só ratifica o que conhecemos que os orientais são conhecidos por sua hospitalidade muito mais destacada que a dos seus irmãos ocidentais. Além de desejar demonstrar hospitalidade, talvez o velho profeta quisesse saber mais exatamente sobre a maravilhosa e incomum profecia. E novamente o recém “formado” profeta, repassa a ordem divina: Porém ele disse: Não posso voltar contigo, nem entrarei contigo; nem tão-pouco comerei pão, nem beberei contigo água neste lugar. Porque me foi mandado, pela palavra do Senhor: Ali nem comerás pão, nem beberás água; nem tornarás a ir pelo caminho por que foste”. (I Rs 13.16-17).
Agora o texto apresenta algo que necessita de nossa atenção. Tanto na versão ARA, ARC, ACF, KJ, BLH e NVI, todas relatam a mesma fonte profética – um anjo. O velho profeta usou de mentira: “E ele lhe disse: Também eu sou profeta, como tu, e um anjo me falou, pela palavra do Senhor, dizendo: Faze-o voltar contigo a tua casa, para que coma pão e beba água. (Porém, mentiu-lhe.)”. (v. 18).

É realmente gratificante quando o homem caminha segundo as ordenanças divinas (repito).

Nosso Deus não é de confusão. Então o novo profeta voltou (v 19). Desobedeceu a ordem divina. Existem aqui lições prática que podemos extrair: Em primeiro lugar é que o conselho de outros homens, mesmo que sejam amigos cristãos, não devem substituir o explícito chamado ao dever que há em nossos corações. Segundo, que ao ser ordenado pelo próprio Deus, não deveria ele dar ouvidos à “ordens” de anjo – “Mas, ainda que nós mesmos, ou um anjo do céu, vos anuncie outro evangelho, além do que já vos tenho anunciado, seja anátema”. (Gl 1.8).
Sensibilidade espiritual preserva, modifica e dá vida. Falto discernimento ao homem de Deus, que de forma errônea ouviu e seguiu o profeta de Betel. E como desobediência é pecado, e o salário deste é a morte, aquele jovem profeta recebeu seu pagamento. Foi profetizada a ele pela própria boca que o havia levado aquela casa (o velho profeta) que sua sentença havia sido decretada, e não seria sepultado junto com seus pais, pois morreria naquelas terras. Entretanto, para que se soubesse que este era realmente um juízo; sobrenatural e não simplesmente um acidente infeliz, o leão, depois de matar o profeta, não molestou nem estraçalhou o seu corpo, nem mesmo matou o dócil jumento sobre o qual o profeta montava, mas calmamente ficou de guarda como se fosse por ordem divina.
Oriente-se.

Em oração,
Paulo Henrique.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Oriente-se


Feliz é o homem que ouve a voz e anda sob a orientação de Deus. A narrativa que é apresentada em I Rs 13.1-10 explana bem tão contexto. Um desconhecido homem, sem nome, sem origem, apenas com endereço (de Judá), “cai de para-queda” neste capitulo, porem, este homem possuía um adjetivo que lhe acompanhava – “homem de Deus”, e aqui a grande diferença, apesar de não ser conhecido e não ostentar nenhum título ou cargo da corte judaica, ele possuía o que hoje muitos não têm – intimidade, orientação do Senhor. Em uma de suas predicas, o pastor Hernandes Dias Lopes disse: “Deus está muito mais interessado no que você é, do que aquilo que você tem”.
Interessante é que o profeta fala de um reinado futuro, este é um dos mais notáveis exemplos de profecia do Antigo Testamento, demonstrando a onisciência de Deus. Esta profecia vincula-se à de Isaías em relação a Ciro (Is 45.1 e segs.). Sendo tão notável, os críticos bíblicos "liberais" têm tentado reduzi-la a uma declaração ad hoc. Contudo, considerar isto como uma inserção histórica, feita após o período do Rei Josias, é deixar de compreender totalmente o verdadeiro caráter da profecia. Com referência ao notável cumprimento desta predição conforme II Reis 23.15-20.
De forma clara, o anônimo profeta, sentencia o rei Jeroboão I e todo o seu reinado, movido por ódio, o monarca levanta a sua mão para determinar a prisão do homem de Deus, imediatamente é surpreendido por ver sua própria mão paralisada, sem domínio, sem governo.
É em pequenos gestos que o Senhor nos ensina a bela forma do seu agir, mostrou mais uma vez, que um rei/homem não tem domínio nem sobre a sua própria mão, quanto mais sobre a vida daqueles que o serve.
E mais uma vez a historia se repete, e continua repetindo. Em meio à dificuldade e a falta de domínio, muitos buscam em Deus uma solução – e é só neste momento que muitos acham que necessitam da misericórdia do Criador. O rei imediatamente clama ao profeta por intercessão ao seu Deus, e este sem nenhuma oração pragmática, vingativa (aquela famosa – queima ele Jesus), intercede e a mão do rei é restituída.
No entanto, a famosa barganha entra em campo, e o rei com um jeitinho peculiar do brasileiro, tenta com presente e lábia, convidar o profeta para ir ao seu palácio.
Vem comigo à casa (v.7), convite de Jeroboão talvez tivesse a intenção de servir a dois propósitos: podia ser uma espécie de pedido de desculpas pela tentativa de prisão; e podia ser um expediente para desfazer ou pelo menos abrandar o juízo pronunciado sobre a casa real. No versículo que segue o profeta diz: Ainda que me desses metade da tua casa, não iria contigo. Fiel às instruções divinas, o profeta declinou do convite com base na expressa proibição recebida de não comer pão nem beber água em Betel. Tal intercâmbio social poderia muito bem ter criado a impressão na mente do povo de que o juízo enunciado pelo profeta já fora desviado, ou pelo menos diminuído.
E se foi por outro caminho. (v. 10). Agora o profeta buscou o caminho de volta para casa. Até aqui agiu em estrita obediência à ordem divina.
Um homem verdadeiramente orientado por Deus.

Em oração,
Paulo Henrique.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Dependência

Quando Paulo em Corinto, escreve a carta destinada aos cristãos de Roma – aos Romanos, no primeiro capitulo ele lança uma “sentença”, curta, dura e para muitos incompreensiva: “O justo viverá pela fé” (Rm 1.17b). Como viver pela fé, afinal estamos falando de Roma, onde a glória, a riqueza e os bens era o senhor de qualquer cidadão romano. O apogeu de um homem só era atingido quando este conquistava glórias e honras, não importando a forma para que fossem alcançadas.
E é justamente por isso que o apóstolo profere tais palavras, de forma sutil, mas de grande impacto Paulo ratifica o que Habacuque viu em sua época: “Eis que a sua alma está orgulhosa, não é reta nele; mas o justo pela sua fé viverá.” (Hb 2.4).
Assim como o profeta, Paulo consegue enxergar a realidade da cidade de Roma, nação de grandes conquistas, belas e magníficas edificações, ruas e estradas pavimentadas, leis e estatutos formados por um corpo jurídico solido e consistente, Roma realmente era um lugar diferenciado.
Mas existia algo que agonizava em seus becos, dilacerada pela cultura pagã e anti-teocentrica faminta e a beira da morte – a polis estava perfeita, mas a sua sociedade estava doente. Cidadãos que tinha tudo, mas não eram nada. Conquistaram terras e reinos, expandiram seus limites, mas não conheciam a sí mesmos. A alma de Roma estava sinuosa, serpentiforme, orgulhosa de fatos perecíveis e passageiros.
Foi algo realmente impactante, assustador – Viver pela fé (?), como?
Se a fé é apresentada em Hebreus como o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que se não vêem.
É justamente este questionamento que o apóstolo dos gentios levantou ao escrever este texto ao seus leitores. É viver unicamente e exclusivamente na dependência de Deus.
O que Paulo estava mostrando não era de forma alguma fácil. Adolf Pohl diz que aqui é apresentado um “triângulo terminológico frutífero – Justica, fé e vida”. Diferentemente das religiões contemporâneas – vivendo pela lei/regras, Paulo demonstra que somente da fé origina-se vida. Para alguns, a palavra vida neste texto, expressa eternidade, será que o viver descreve a seqüência temporal da vida imediatamente à frente ou refere-se só à vida eterna?
Moody, descreve que Bauer no vocábulo traduzido e editado por Arndt e Gingrich afirma que “a linha divisória entre o presente e o futuro às vezes não existe, ou pelo menos, não é discernível” (Arndt, zao, 2.b. pág. 337). Ele traduziria esta frase assim: Aquele que é justo pela fé terá vida. Como é grandioso o papel da fé para a justificação do homem, na vida que está por vir.

"O justo viverá pela fé".

Em oração,
Paulo Henrique.

Culturalização

Nossa sociedade está em constante transformação, regada por costumes e ditos culturais que de certa forma aperfeiçoa e transforma, isso é observado nos novos contratos sociais, na forma como o legado da família é passado e na própria troca de papeis homem-mulher, tendo um significado diferente em cada meio social. Segundo Freud, a culturalização educa, molda, enquadra e controla o ego que aprende a postergar o prazer em nome do princípio da realidade.
A grande anomalia é que tal princípio está fugindo da realidade e entrando no campo abstrato do ser, onde regras, normas e valores não necessitam existir, pois cada um possui a sua forma de ver o mundo, a sua própria cosmovisão.
Visão distorcida, moldada por uma cultura desprovida de valores sociais, familiares e éticos. Essa constante transformação tem entrado pelos corredores e sentado nos bancos de nossos templos. Cultos que mais parecem um acordo contratual entre as partes (deus e Homem – inversão de grandeza mesmo), onde só uma parte ganha – venha a nos o Vosso reino, e a outra que se contente com nossas “gordas ofertas monetárias”, pois oferta voluntária e agradável de verdadeiro louvor e adoração já foi expurgada de nosso meio há muito tempo, e aqueles que ainda insistem na velha prática, são condenados a “santa fogueira do esquecimento”, literalmente, são colocados no calabouço da igreja – desprezados, esquecidos, fanáticos... Essa é a transformação que estamos vendo.
Quando leio a palavra de Deus e deparo com a vida de homens que viveram a margem das transformações sociais de sua época e fizeram à diferença, e os puritanos, com sua forma simples de viver, remaram contra a maré do mundo e deixaram nas paginas da historia da igreja as suas marcas, vejo quanto estamos andando em direção oposta. Hoje se busca muito uma nova forma litúrgica do culto, algo que atraia mais o pecador (interessante é que quando este vem nunca se fala do seu pecado), pois falar de pecado não dá ibope, alias, mudaram até o nome de pecado para problema, e assim vamos caminhando neste caminho da imbecilização do faz de conta. Em seu livro sobre liderança, o pastor Alan Brizotti defere uma grande verdade: “nós não precisamos buscar inovação e sim renovação”.

Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos salvou, pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito Santo. Tt 3.5

Em oração,
Paulo Henrique.

Confiança e Fé

Feliz é o homem que confia no Senhor. O profeta messiânico ao dizer: “Seca-se a erva, e caem às flores, mas a palavra do nosso Deus subsiste eternamente” (Is 40.8), foi feliz em sua colocação, expressando que independente da situação em que esteja a vida, vale a pena confiar em Deus. Esta confiança não é atingida de forma racional (estranho dizer isto), mas é literalmente assim que acontece, e só se entende tal fato quando é vivido.
Em uma situação onde as circunstâncias fogem da nossa gestão, os controles parecem inalcançáveis e as coisas começam a desmoronar, é ai que impera a fiel companheira da confiança, a fé.
O grande escritor Carlos Drummond de Andrade disse: “A confiança é um ato de fé, e esta dispensa raciocínio”.
É perfeitamente ajustável esta frase em nossas vidas.
O grande problema é que diversas vezes deparamos com desagraveis situações, digo desagradável no instante da turbulência, pois após a trepidação, surge um estado de êxtase, onde ficamos paralisados e atônitos. Foi o que Fiodor Dostoievski expressou: “Um ato de confiança dá paz e serenidade”.
Porem, só aprende ter confiança em meio à tribulação, pois está nos é apresentada pela própria dificuldade. No entanto, como meros seres palpáveis, temos grande dificuldade em confiar e acreditar naquilo que não se vê, necessitamos de conhecer e contemplar o socorrista. Este é o mal que vivemos. Raríssimos são aqueles que realmente conhece a “pessoa que esta dormindo na proa do barco”, e então surge o desespero e a fiel companheira desaparece.
Foi o que aconteceu com os apóstolos, enquanto o barco estava sob calmaria, o “papo” entre eles estava bem, mas quando veio a tempestade... A confiança foi soprada pelo forte vento em meio às ondas. E assim foram chamados de homens de pouca fé, pois esta também já estava esvaindo pelo assoalho molhado da pequena embarcação.
Interessante é o conceito que Michael O’Brien traz: “A confiança é contagiante. A falta dela também”.
Se começarmos a viver segundo a ótica deste século e com a mesma mediocridade racional, logo, logo estaremos como eles – Cegos guiando cegos.

Em oração,
Paulo Henrique.

Perdi a conta...

Como 40.000 igrejas protestantes/evangélicas espalhadas mundo a fora, podem ter o mesmo “espírito santo” com tantas doutrinas diferentes?
Já me questionei varias vezes sobre esse “crescimento” evangélico que o Brasil esta vivendo, li recentemente que em 2020 seremos a maioria neste país. E assim estamos assistindo a uma “guerra” silenciosa, porem, mortal. Lideres megalomaníacos, com uma verdadeira síndrome de grandeza, onde estes de forma sorrateira e tendenciosa, buscam membros a qualquer preço no mercado da bestialização “gospida” atual, para construírem as ditas “catedrais” do senhor (com “s” minúsculo mesmo, pois o SENHOR verdadeiro não habita em templos feitos por mãos de homens).
Ouvi certa vez, um amigo pastor dizer, que se analisarmos os nossos templos, notarão que não estamos esperando a volta de Cristo nem hoje e nem daqui a cem anos, pois estamos muito bem instalados. Almas? Só se for contribuinte.
É impressionante a discrepância das “doutrinas bíblicas” que existem circulando em meio a tantos templos. Jesus virá, já voltou, desceu, subiu, batiza, não batiza, ceia simbólica, ceia real, e agora ainda temos que suportar a novíssima NPP (Nova Perspectiva sobre Paulo), realmente é im-pré-ssionante.
Sendo o nosso Deus (uno) e não de confusão, estaria Ele agora desfazendo de sua própria palavra? Se o caminho e a porta é Cristo, como chegar ao céu por estes “atalhos” que são oferecidos nos outdoors das igrejas “evangelasticas” de hoje?
Se a opinião não é a mesma do líder, é porque este não tem visão dos céus, o manto de mistério ainda não lhe foi revelado, e assim, o irmão da espada justiceira ou que tem o olho de Thundera é mostrado ao seu coração pelo próprio Deus (é o que dizem), que chegou o momento da virada, da nova visão profética, da renovação, do avivamento verdadeiro... E então se abre mais uma, mais uma, mais uma, mais uma igreja.
Sei, e concordo, com aqueles que pregam dizendo que é melhor ter uma igreja do que vários pontos mundanos no setor. Realmente, tal afirmativa é verdadeira, no entanto, Jesus certa vez chegou na igreja do setor da época e expulsou aqueles que estavam fazendo da Casa de Deus (Casa de oração) de um mercado a céu aberto. Existe uma diferença muito grande, em quantidade e qualidade.
O crescimento que presenciamos, é um verdadeiro inchaço, um setor explode (financeiro) e outro perece no esquecimento (social/boas obras). Crescer em Cristo é expandir em toda e perfeita obra.
Criam uma exegese barata e raquítica, uma interpretação bíblica aos seus bels prazeres, para arrebanhar suas ovelhas. Para cada igreja uma mensagem diferente, para cada bolso um tipo de apelo, para cada irmão um caminho e um céu diferente.
A IGREJA é uma obra prima de Deus, verdadeira, fiel, cativante, restauradora, lugar de refrigério e cura, acolhedora e amorosa. Essa é a Igreja de Cristo.

Em oração,
Paulo Henrique.

Desvio


Desvio do racional para o emocionalismo, da Bíblia para as crendices, do “Eu Sou” para o “eu tenho”. A Igreja atualmente passa por um momento onde a centralidade desviou-se de Cristo, a igreja atual deixou o teocentrismo das escrituras e se voltou para o homem e suas necessidades.
Uma grande semelhança à Igreja da Idade Média é percebida na Igreja do Século XXI: os velhos dogmas do Catolicismo foram substituídos por dogmas evangélicos; a tradição da Igreja Romana é substituída pela tradição imposta pela Teologia Relativista de nossa época, o velho sacerdote da Igreja Romana é substituído pelos "ungidos de Deus" de nossos dias.
O culto e serviço da Igreja não estão centralizados em Deus, dando a Ele louvor e honra e a gloria que lhe é devido, por sua imensa graça e amor para com nós homens miseráveis e pecadores, mas esta centralizada no próprio homem, em suas necessidades e desejos carnais, os quais desejam mais os bens deste mundo vil do que as riquezas da glória do Deus eterno.
Os cultos e sermões da Igreja atualmente estão recheados de expressões triunfalistas, não que o Senhor seja o deus da derrota, mas este evangelho pegado não anda de acordo com a Bíblia. Expressões do tipo, "hoje sua benção vai chegar" ou "tome posse da vitória", ao final de cada culto após uma mensagem carregada de estridentes gritos e emocionalismo e carnalidade, centralizada no homem um apelo é feito, não por decisões por Cristo, até porque o centro das mensagens não é Cristo o Salvador, mas um cristo curandeiro, o deus gênio da lâmpada, mas um apelo para que aqueles que desejam receber a oração do "ungido" venham até a frente crendo, "porque se não acontecer nada é falta de fé do fiel" para que o deus lhes de a tão esperada benção, o interessante é que as mesmas pessoas que foram domingo passados estão lá novamente... "pão e circo" será mera semelhança?
Pragmatismo, legalismo, farisaísmo, egoísmo e uma apatia espiritual jamais vistam, são as características predominantes na igreja cristã atual. Não culpo os fiéis destas Igrejas, pois desde o inicio de sua caminhada cristã estão sendo condicionados à esta ignomínia espiritual; o sacerdócio individual de cada crente novamente foi substituído pela dependência dos "ungido de Deus". Os fiéis são condicionados a viverem somente com leite, enquanto o alimento sólido é escondido, somente os "mestres" têm acesso e são aptos para compreender.
"Eclésia Reformata, Reformanda Est", a Reforma não pára! Deus pela Sua providência sempre levantou Reformadores e no Velho Testamento temos vários exemplos, Esdras, Neemias...; no Novo Testamento, João Batista, o apóstolo Paulo e o próprio Senhor Jesus Cristo..., os Pré-Reformadores do séc. XII, no século XV e XVI Reformadores como Lutero, Calvino, João Knox, os Puritanos dos séculos posteriores foram Reformadores e certamente em nossos dias o Senhor tem levantado Reformadores.
É muito bom lembrarmos do legado dos Cristãos Reformados do passado, mas também é preciso olhar para Igreja atualmente e termos consciência que ela precisa prosseguir se moldando ao padrão perfeito das Escrituras, precisamos orar para que Deus tenha misericórdia da Igreja Contemporânea e sustenha Reformadores para a Igreja atualmente.
Precisamos redescobrir a doutrina do sacerdócio individual de cada crente e a necessidade de batalharmos pela fé e a sã doutrina, ou seremos testemunhas de outro período negro da História da Igreja, pois ela esta caminhando a passos largos em direção oposta ao caminho proposto pelas Escrituras.

Em oração,
Paulo Henrique.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Escapa-te por tua vida...


É alarmante a narrativa de Gn 19, onde Ló é visitado por anjos (“theopháneia” ou “theophanía”), mesmo estes, anunciado a destruição iminente de sua cidade, devido à promiscuidade sodomística que havia na época, o sobrinho do patriarca Abraão e sua família estavam demorando sair de sua casa (v 16), talvez por estar procurando algum estimado objeto, presente herdado; coisas que ainda ocupavam os interesses de seus corações.
Através de um ato misericordioso, os anjos pegaram em suas mãos e os conduziram para fora daquela cidade. O que chama atenção é que mesmo sabendo do perigo que estava correndo (v 15), não tiveram pressa para salvar a suas próprias vidas, e em contra partida, detiveram-se para sair de sua antiga casa.
Se analisarmos Abraão e Ló, veremos atitudes totalmente opostas. Ao revelar o Senhor, o plano de destruição daquelas cidades, Abraão imediatamente volta sua atenção à vida daquelas pessoas, em especial – os justos. Mesmo não estando na “área de perigo”, o patriarca suplica a Deus por misericórdia, um nítido apelo a vida.
Opostamente esta o seu sobrinho. Em plena zona de destruição, sendo atacado pelos próprios vizinhos, com toda a sua família correndo risco de morte, de forma calma e demorada são seus passos para abandonarem este lugar amaldiçoado por Deus. Foi necessário que toda a família fosse “arrastada” pelas mãos para fora daquele recinto.
Aqui, há um esforço celestial pela preservação destes justos, talvez por intermédio da suplica de Abraão, no entanto, ao ser ordenado que espaçasse para o monte (lugar de segurança), Ló questiona os anjos e pede a estes que o deixe ir para uma cidade, mesmo que pequena, mas que poderia ainda assim viver (v 19, 20).
Andrew Carnegie disse certa vez: "Há dois tipos de pessoas que nunca chegam a realizar muito ao longo da vida. Um deles é quem não faz o que lhe dizem para fazer e o outro é quem faz apenas o que lhe dizem para fazer”.
Terrivelmente, essa foi à história daquele homem, enquanto a exemplo de seu tio, que saiu sem saber para onde ia e se tornou um dos homens mais poderoso de sua época, Ló mesmo sendo guiado para um lugar seguro – dito pelo próprio Senhor, prefere ter algo “confiável” – pequena cidade, para que sua alma vivesse.
Infelizmente, muitos têm vivido esta mesma sina. Não escapam de suas vidas pecaminosas, com passos lentos e sem vontade demoram deixar de seus velhos hábitos, e quando saem, alguns pela saudade das velhas coisas olham para traz e “paralisam”  os projetos de Deus em suas vidas. Ló perdeu a oportunidade de viver uma vida plena e vitoriosa ao não seguir os conselhos do Senhor, ao contrario, imprimiu em sua vida familiar um incesto provocado pelas próprias filhas, vivendo dali em diante uma vida ofuscada pela desobediência e falta de confiança em Deus.

“... Escapa-te por tua vida; não olhes para trás de ti, e não pares em toda esta campina; escapa-te lá para o monte, para que não pereças.” Gn 19.17.

Em oração,
Paulo Henrique.

Eu sei que me sondas


Um dos textos bíblicos que melhor expressa esse título é o Salmo 139. Ali o salmista expressa quão amável e cuidadoso é o nosso Deus para conosco.
Se para os homens é impossível conhecer complexidade da minúcia do ser, para Deus não, pois foi Ele quem formou com precisão todos os detalhes de cada um de nós em particular, o Salmo 139: 13-15 diz: Tu criaste cada parte do meu corpo; Tu me criaste na barriga da minha mãe, eu te louvo porque deves ser temido. Tudo que fazes é maravilhoso, eu sei disso muito bem. Tu me viste quando meus ossos estavam sendo feitos, quando eu estava sendo formado na barriga da minha mãe, crescendo ali em segredo.
E é por nos sondar que Ele conhece cada desejo e sonho, conquista e derrotas que obtemos na nossa vida. Um Deus tremendo que conhece todas as estrelas dos céus e chama cada uma pelo nome (Sl 147.4), é impressionante a memória e o conhecimento deste Deus.
Por vivermos a era da incerteza e num mundo de objetos descartáveis, o homem e seus sonhos se tornaram fragmentos incertos deste desvalorizado ambiente.
No entanto, a Bíblia nos apresenta uma perspectiva diferente da mensagem que é propagada neste universo depreciável, enquanto o mundo ostenta a banalização social e a perda dos valores humanos, a Palavra do Senhor nos leva a conhecer um Deus que valoriza e ama o homem, mesmo quando este foge de sua presença e se esconde atrás dos arbustos.
No Éden, mesmo tendo pecado, desobedecido, nu e escondido, Deus chama Adão pelo nome.
Na sua onisciência, o Senhor sabia de todos os atos de Adão e sua companheira, mesmo assim desce ao Éden para conversar com seu amigo. O profeta messiânico expressa bem este interesse de Deus em conhecer os seus pelo próprio nome: Mas agora, assim diz o SENHOR que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu. (Is 43.1).
A Moises, Ele diz: Então disse o SENHOR a Moisés: Farei também isto, que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço por nome. (Ex 33.17)
Wladmir Lindenberg, em um de seus pensamentos diz: “Quem se abriga em Deus não necessita da palavra. Basta um suspiro dirigido a Deus, e Deus o ouvirá”.
Decida hoje viver de uma forma especial, independente das circunstancias, pois nada pode ser mais importante do que a vida que você tem sob o cuidado do Deus que tudo sabe sobre você, descanse nEle e conte para Ele o seu desejo.

Em oração,
Paulo Henrique.

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011

Identidade... Não perca a sua.

No inicio a igreja surge de forma simples e una (Atos dos Apóstolos), logo depois começa as “inovações doutrinarias”, que trouxeram imensos males a igreja e aos seus pais (II Tm 4). No entanto, era nítido este combate apologético por parte dos apóstolos e dos fieis, que com graça e determinação combatiam o bom combate. Grande foi à lista daqueles que de forma piedosa defenderam a fé e a genuína Palavra de Deus através até mesmo de suas próprias vidas.
Agora, de forma regaladamente e sem nenhuma “oposição”, a igreja atual vive o seu apogeu ecumênico – afinal somos todos irmãos. Que triste descaminho, uma fé hibrida, que se deixou influenciar por diversos cruzamentos infundados e sem nenhuma contextualização bíblica. Uma situação é você andar com o pecador e falar de Cristo a ele, outra, é você compartilhar de seus atos pecaminosos.
As epistolas gerais, em toda sua extensão, demonstram os perigosos caminhos da interpretação humana sem visão de Deus (exetese), bem diferente do que aprendi, pois a Bíblia por si só se interpreta (exegese).
O que estamos vivendo hoje é uma aceitação descabida e sem nenhuma responsabilidade, uma verdadeira enxurrada que tem chegado à igreja, e o pior, atingido o púlpito e tendo aprovação daqueles que o usam. Já não se pode falar a verdade em certos palcos (que se mais parecem com picadeiros), pois para alguns, a mensagem bíblica não dá ibope, o que vale hoje é o flash e não as almas.
A primeira mensagem apostólica, proferida por Pedro, alcançou de imediato o coração de quase três mil almas (At 2.41), mensagem simples e verdadeira – Jesus Cristo é o Senhor.
Como disse o evangelista Billy Graham: "...temos uma incrível tendência de pegar o que é simples (Cristo) e complica-lo na mensagem". E com toda essa situação a identidade da igreja tem sido ofuscada pela escuridão da inércia teológica de muitos dirigentes, que de forma “mundanamente amigável” tem se comportado.
Como perdemos por não agir conforme os irmãos de Beréia (At 17.10-11), que de forma minuciosa estudavam a palavra de Deus e conferiam realmente se eram verdadeiras as palavras do apostolo.

"Na oração falamos com Deus; na boa leitura é Deus que nos fala."   (Anônimo).

Ganhe mais tempo lendo a palavra de Deus e evite ser levado pela enchente da mediocridade teológica que estamos vivendo. E assim, a sua identidade permanecerá contigo.

Em oração,
Paulo Henrique.
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