Não é de agora que podemos notar que o Brasil vive um
processo de intensa “abertura” de locais de culto (se é que podemos chamar
algumas dessas reuniões de culto).
Num dia desses, no caminho da minha casa para igreja,
eu e minha esposa, espantamos com a quantidade de igreja que existem no
decorrer de uma distância de aproximadamente 3,5 km, até o dia da contagem,
conseguimos contar quatorze (14) "igrejas", isto é, se não tiver
construído outra na madrugada de ontem. E acredito não haver mais, pelo fato de
existir uma reserva ambiental neste percurso (viva a natureza). Sem retórica:
há mais igrejas que bares. Talvez mais assentos do que o setor comporte.
A
proliferação de igrejas deveria ser saudável, mas preocupa, pois boa parte
delas não tem conteúdo. A placa "igreja" pode abrigar um grupo longe
do conceito bíblico de igreja. Pode ser apenas um lugar onde pessoas se reúnem
e cantam cânticos de autoajuda, fazem cartazes, ouvem um discurso estimulante,
mas sem alusão ao conteúdo da Escritura Sagrada, sem menção a Jesus, nunca
mencionando a cruz, pois isto não é bonitinho.
Legal mesmo é falar sobre “chave da vitória”, “carro importado”, “prosperidade financeiras”
e muitas outras bênçãos R$, R$, R$!!!
O que se canta, prega e faz, é bem desconexo ao que a
igreja primitiva apresentavam, assim como também os pais da igreja pregaram logo
após o período apostólico.
A competição e feroz! Faixas de propaganda anunciam
semana de posse, recuperação de bens, vitória sobre o devorador, felicidade,
prosperidade, cura, saúde, etc. Uma anunciava a semana para recuperar um amor
perdido (é a teologia da dor de cotovelo). Outra dizia para levar peças de
roupas, que seriam ungidas. Neste frenesi, uma anunciava "óleo
ungido", podendo ser de soja, canola, girassol... talvez até automobilístico,
caso não houvesse o convencional, o importante é ser óleo.
E a Palavra mesmo, acredito que está sendo “fritada”
em meio a tanta gordura!
Em
oração,
Paulo
Henrique.

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