Hoje,
estive olhando um artigo que foi publicado na quarta-feira 14/07/2010, onde a
instituição chamada família, sofrera um grande abalo em sua estrutura, foi aprovado
por unanimidade à nova lei sobre o divórcio, com a finalidade de
"facilitar" toda burocracia que antes existia para tal procedimento.
O que me deixa intrigado é o fato de se preocuparem tanto em acabar com a união
de dois adultos, que por falta de Deus, comunicação e
dialogo, quebraram as suas promessas; mas esquecem que existem filhos, pais,
família e toda uma complexidade que envolve este assunto. Estive olhando
algumas estatísticas, o que me frustrou mais ainda, é que no ano em que a
instituição do divórcio cumpria 30 anos no Brasil (2008), o IBGE divulgou
alguns dados relacionados ao divórcio. A atual taxa de divórcio no Brasil é a
maior desde 1995 com aumento de 200%. Isso significa que, em média, a cada
quatro casamentos, um é desfeito. Sem dúvidas, uma primeira e simples conclusão
é que a sociedade mudou o seu pensamento e comportamento diante da instituição
familiar. Refletir e falar sobre família não é uma questão simples, mas não são
as dificuldades que devem impedir a reflexão sobre o tema. O desafio diário do
cristão evangélico de viver determinados padrões familiares tem sido uma
constante. Frequentadores e membros das igrejas têm sido desafiados com
discursos que os convocam a viver determinados padrões familiares, com o
objetivo de sustentar e manter o casamento e o vínculo familiar estabelecido
(digo as igrejas que prezam pela sagrada Escritura). Cônjuges e filhos são
constantemente expostos a palestras, pregações e estudos com o intuito de
manterem e vivenciarem uma família saudável, com práticas tidas como cristãs.
No entanto, nos perguntamos: ainda é válido, em pleno século
XXI, o modelo familiar que nos foi ensinado nos séculos XIX e XX? Existe a
necessidade de se pensar em um modelo de família cristã para a pós-modernidade?
Manter os valores cristãos para a família significa manter práxis ou
costumes do milênio passado? Eis o desafio.
Em primeiro lugar, faz-se necessário esclarecer que a família
deixou de ser um núcleo social para se constituir num núcleo funcional. Na
atualidade, a solidariedade, que é um valor que precisa ser restaurado, começa
a ser substituída pelas funções que os membros da família exercem. O
envolvimento familiar é responder às questões que levantamos, e mais
importante, à pergunta: quem eu sou nesta família? Trata-se de uma questão de
identidade e filosofia familiar e o cristianismo, por ter um discurso solidário
gerado numa concepção comunitária que é exposta na imagem de corpo de Cristo,
provoca e traz uma crise no meio familiar, uma vez que as pessoas são
solidárias na comunidade cristã, porém não o conseguem ser na família. Vive-se,
portanto, a crise da fé x práxis. A ortodoxia x ortopraxia.
Infelizmente, a família cristã, tem sido influenciada de alguma
forma por essa avalanche de meros sofismos e achismos. Será mesmo necessária a
criação de um novo modelo familiar? A família patriarcal e as suas diretrizes
são mesmo obsoletas em nossos dias? Por que buscar inovação se a
Bíblia nos ensina a busca renovação. Já está na hora da família cristã
olhar para a Bíblia e ver que é dela que emana nossa lei fundamental.
Em oração,
Paulo Henrique.
Paulo Henrique.

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