segunda-feira, 22 de abril de 2013

Uma palavra aos casais

Recentemente fomos instigados a pensar sobre Áquila e Priscila, um casal que de forma muito simples e sem nenhuma expressão apareceu na Bíblia (não estou falando do que eles desenvolveriam mais tarde).

Ali, encontrou um judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los. (At 18.2)

O que nos chama atenção na vida deste casal não é sua saída de Roma por decreto de Cláudio, afinal não há nada de glorioso em ser expulso de sua habitação; não é o seu encontro com o Apóstolo dos Gentios – Paulo, nem muito menos as sete vezes em que este casal é relatado na Bíblia.
O extraordinário na vida deste singelo casal é a comunhão, o ministério conjunto, mútuo, vivo e muito bem definido.
Em nenhuma passagem você verá um Áquila sem Priscila e muito menos uma Priscila sem Áquila. (At 18.2,18,19,26; Rm 16.3; I Co 16.19 e II Tm 4.19). Fosse em uma saudação, em citação ou pessoalmente, em nenhuma passagem consta apenas um, sempre dois.
É incrível que ministerialmente falando, o casal parece ter o poder de quebrar uma elaborada lei física, onde dois corpos não ocupa o mesmo lugar no espaço, quando referimo-nos a ministérios, o casal que vive a plenitude de Cristo, parece sim romper tal princípio.
Priscila e Áquila eram DOIS que se formavam UM.
Entenderam que jamais um casal, por mais que sejam boas e até exaustivas as suas intenções, nunca poderão desfrutar do melhor de Deus de forma separada, sem o mesmo pensar, sem o mesmo querer, em “tendas” opostas.

Através de Jeremias, Deus diz: "Dar-lhes-ei um mesmo coração, e um mesmo caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos, depois deles". Jr 32.39.

Há um principio divino estabelecido aqui. Todo casal que se une em Cristo, em um mesmo coração e trilham o mesmo caminho, desfrutará de bênçãos incontáveis e ainda poderão as ver serem alcançadas pelos filhos de seus filhos.
Sei da existência hoje de uma ferrenha guerra contra a instituição familiar, contra o casamento e assim sucumbir o ministério do casal.
Sei também de casais que o problema não é a pressão externa, mas a falta de reconhecimento interno, um problema de dentro pra fora, vivendo lado a lado em chamados diferentes e muitas vezes extremamente contrário um do outro.

Volto a frisar: "Dar-lhes-ei um mesmo coração, e um mesmo caminho...”.

Valorize seu cônjuge, invista não no seu, não no dele, mas no ministério de vocês, um só foco, uma só proposta, uma só direção...
Viva, sinta, cultive, faça, plante, desfrute, cante, ore – faça tudo, mas faça junto, pois Deus não consegue ver UM casal como DOIS seres distintos, Ele vê DOIS seres distintos que formaram UM casal.


Em oração,
Paulo Henrique e Giselly Rocha.

3 comentários:

  1. Ele tem falado todo dia... A questão é que muitos casais insistem permanecerem surdos a essa tão bondosa voz.

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  2. Acho que isso deveria ser critério igual o exame de compatibilidade de sangue, antes mesmo de você achar a pessoa atraente ou não, isso evitaria muitos confrontos, um casal que tem ministérios que não se encaixam sofre demais e fica quase impossível ter um relacionamento completo como Deus quer...

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