Amar quem nos ama é afeto correspondido, porem, não quer dizer que o afeto será da forma que queremos e nem sempre no momento em que desejamos.
Ao falar sobre o amor, Jesus transmite uma mensagem um tanto quanto complicada de se entender, pois Ele apresenta a “contramão” do pensamento humano...
Sempre que falamos de amor, nossas mentes perscrutam as lembranças da pessoa amada, e logo sua imagem, seus gestos, a música preferida e até mesmo o seu perfume parece exalar no ambiente que estamos...
Daí vem Jesus e solta uma bomba... “Eu, porém, vos digo: Amai a vossos inimigos, bendizei os que vos maldizem, fazei bem aos que vos odeiam, e orai pelos que vos maltratam e vos perseguem; para que sejais filhos do vosso Pai que está nos céus” Mt 5.44.
Como assim? Amar, bendizer, fazer o bem, orar, pelos inimigos?
Que história é essa? Se apanhar ainda tem que oferecer a outra face? Afinal o que vou ganhar com isso?
As nossas duvidas e questionamentos eram as mesmas daquela época.
Para a multidão, Jesus estava descontrolado. Realmente esse homem precisa de um tratamento, de algum especialista em relacionamento para lhe acompanhar de perto, não se ensina a ficar junto, andar, conviver, amar o inimigo.
A idéia era e continua sendo indigesta. Falar para judeus que eles precisavam amar os inimigos realmente era um tapa na face.
Num mundo “condominial” no qual vivemos cada dia mais fechado e isolado, dizer que é necessário amar o odiado é simplesmente absurdo, é impensável.
No entanto, o Mestre do Amor, ensina o remédio para a ferida do rancor, para a chaga do ódio... É simplesmente amar.
Como esta escrito em Dhammapada: "O ódio não cessa com o ódio em tempo algum, o ódio cessa com o amor: esta é a lei eterna”.
Não adianta tampar uma ferida esperando a cura se as suas raízes já chegaram à alma.
O clérigo holandês e professor da Universidade de Harvard, Henri Nouwen, disse certa vez: "Acho difícil conceber uma maneira mais concreta de amar do que a de orar pelos inimigos. Isso conscientiza você do fato de que, aos olhos de Deus, você não é mais, nem menos, digno de ser amado do que qualquer outra pessoa; e cria uma consciência de profunda solidariedade com todos os outros seres humanos. Cria em você uma compaixão que inclui o mundo e lhe provê um coração cada vez mais livre do compulsivo desejo à coerção e à violência. Além do mais, você ficará encantado ao constatar que não pode continuar com raiva das pessoas pelas quais você ora. Você perceberá que está falando diferente com - e sobre - elas, e que realmente está disposto a fazer o bem àqueles que o ofenderam”.
Tente... O máximo que poderá acontecer será um coração curado e feliz.
E se o coração esta feliz então logo descobrirá, pois "O coração alegre aformoseia o rosto..."
Pv 15.13.
Em oração,
Paulo Henrique.

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