Quando a língua é mais rápida do que a razão, quando o dedo aponta mais que o coração possa acolher – rapidamente e indubitavelmente caminhamos rumo ao fracasso e ao descredito.
Assusta-me ver homens com tolos dizeres firmando suas palavras em solo tão prestes a ruir.
Em todo o universo, nada é mais duvidoso que o coração do homem.
O grande líder Moises, deixou de ouvir a voz de Deus, e ai invés de falar com a rocha preferiu batê-la.
Por não pensar, e ter facilidade em jurar, Jefté ficou conhecido por seu voto – pagou um preço muito alto por não saber frear sua língua.
O monarca israelita não soube usar as palavras e destruiu o seu relacionamento com seus filhos – engano, estupro, assassinato, adultério, traição e perseguição – tudo isso Davi enfrentou dentro de sua própria casa, por usar poucas vezes as palavras e demasiadamente as sanguinárias mãos.
No entanto, nenhum conseguiu atingir o declinou do fracasso como Judas, tamanho declínio que lhe concedeu um triste adjetivo – o traidor.
Infeliz momento. Palavras mal+ditas (forma errada e maldição), língua muito rápida para entregar o homem que caminhava tão devagar no meio da multidão.
Dedo indicando a direção certa para a morte e contraria a sua própria salvação.
Homem que conhecia onde Jesus estava, mas nunca encontrou Cristo.
Andou com Ele, mas nunca seguiu seus passos.
Conheceu o autor da vida, mas morreu em meio à ruina e vergonha.
E infelizmente, por mais triste que seja essa mesma tipologia se enquadra perfeitamente em nossas vidas congregacionais.
Homens deuses em seus tribunais pulpitonianos com uma velocidade imensa para sentenciar e apontar os “crimes” dos pobres mortais, e extremante vagarosos e inertes para acolher e amar – mortais que foram amados de uma forma imensurável por Deus e agora subjugado por meros homens.
Em suas acusações, exímios linguistas, usam de todos os recursos teológicos sentencialistas para lançar nos calabouços os que devem ser esquecidos e punidos – Apontam demais, amam de menos – ou será, apontamos demais e amamos de menos.
Faltam sim, muito amor e compreensão em nossas “comunidades” ditas cristã, mas talvez o que mais tenha faltado mesmo é a conjugação verbal correta – singularizamos demais e pluralizamos de menos.
Em oração,
Paulo Henrique.

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