O lamentoso profeta Jeremias, demonstra algo interessante no capitulo 31 em seu livro. Ele fora forçado a ver que o concerto mosaico, mesmo sob os seus melhores aspectos, fora apenas externo. Na nova era (apresentado no v.33), Iavé faria um concerto duradouro, escrito no coração e exeqüível de dentro para fora, em vez de ser uma imposição de fora para dentro. A experiência pessoal da misericórdia do Senhor teria como resultado uma melhor correspondência a essa misericórdia, uma lei criada através da comunhão impregnada de conhecimento e reverência. O perdão geraria a gratidão, e desta surgiria uma melhor obediência que cumpre, não pelo receio do castigo, mas impelida pelo amor, um novo concerto numa natureza recriada. Era esta a base da visão, e oração, e esperança, de Jeremias. Moisés era o meio de um concerto externo; Jeremias o proclamador de um concerto interno; Jesus, o Messias, seria o criador do concerto eterno, do qual Jeremias foi digno precursor. Aqui se vê, pois, a continuidade da graça soberana de Deus transmitindo através do concerto um profundo perdão do pecado, uma mais rica experiência do próprio Deus nessa comunhão, conduzindo a uma mais nobre fraternidade entre os homens. Uma visão, uma esperança, uma dedicação.
O conceito de uma nova aliança é a mais importante contribuição de Jeremias ao pensamento bíblico. O Antigo Testamento menciona com freqüência a aliança que Deus estabeleceu com Israel (Ex. 19.3-8; 24.3-8; Dt. 29.1-29), aliança essa que foi o fundamento da vida nacional e religiosa dos israelitas. Deus torna claro, através de Jeremias, que Israel fracassou no cumprimento dessa aliança (7.21-26; 11.1-13) e prediz que Ele fará uma nova aliança com o Seu povo. Segundo Moody, a nova aliança não será uma nova lei (a velha lei continuava boa), mas produzirá um novo "coração" – isto é, dará uma nova motivação na obediência à lei de Deus. Jesus, quando instituía a Ceia do Senhor, declarou: "Este cálice é a nova aliança no meu sangue" (I Co. 11.25; cons. Lc. 22.20). A epístola aos hebreus ensina que Cristo estabeleceu a nova aliança através do Seu sacrifício perfeito e final pelo pecado (Hb. 7.22; 8.7-13; 10.15-22; cons. II Co. 3.5-14).
Apesar da Lei ter sido implantada por Deus através de Moises em uma concepção externa e proclamada a necessidade de haver mudança interna como pregou Jeremias, o sacrifício do Calvário realizado por Cristo para selar o concerto eterno parece não haver muitos “adeptos” a essa Nova Aliança – segundo Philip Yancey em seu livro Maravilhosa Graça diz que temos uma forte tendência em querer a Velha Lei (não que esta seja ruim), enquanto desprezarmos a Nova Aliança (invalidando o real sacrifício) e assim continuamos com a Lei – um velho e bom homem, mas sem nenhuma transformação interna.
Em oração,
Paulo Henrique.

SHALOM
ResponderExcluirGostei
muito bom.
Amém, fico feliz por ter gostado. Que realmente sejamos a cada dia trasformados pelo Espírito de Deus.
ResponderExcluirGraça e paz.