quarta-feira, 16 de março de 2011

Temperatura mínima

É interessante os mecanismos que se usam para detectar a dilatação térmica das igrejas e de seus freqüentadores.
Em Física aprendemos que o aparelho usado para medir temperatura é o termômetro e não o audiodosímetro, onde este é utilizado para medir a intensidade sonora.
A igreja “precisa” fazer barulho, caso contrário pode haver algum defeito de fabricação. Quanto maior forem os decibéis, maior será a glória de Deus (?) – será mesmo diretamente proporcional essa afirmativa?
Observamos que a Palavra do Senhor nos apresenta degraus de amadurecimento para uma genuína vida espiritual, e nessa escada existem etapas a serem observadas. A problemática é, conforme me disse certa vez o Pr Gesiel Gomes, que muitos preferem o elevador e pulam do 1° andar para o 10°, sem passar pelo andar da humildade, da oração, da fidelidade, do companheirismo, da fidelidade, do amor e outros. É bem verdade que se tratando de simbologia, um dos símbolos do Espírito Santo é o fogo, no entanto, essa chama deve arder no coração – inquietando e purificando o homem que o aceita como Senhor. A dificuldade é que muitos exteriorizam essa “chama” em atitudes e meninices na igreja, no trabalho, na faculdade, no trânsito ou onde quer que o “mover do fogo” lhe toque.
A Bíblia mostra-nos homens e mulheres que viveram com Deus de uma forma intensamente intima e em nenhum momento agiram de forma pirofágica.
“E andou Enoque com Deus, depois que gerou a Matusalém, trezentos anos, e gerou filhos e filhas”.  “E andou Enoque com Deus; e não apareceu mais, porquanto Deus para si o tomou”. (Gn 5.22 e 24). Com certeza, ele não usou o elevador.
Um outro exemplo é Moises: “E aconteceu que, descendo Moisés do monte Sinai trazia as duas tábuas do testemunho em suas mãos, sim, quando desceu do monte, Moisés não sabia que a pele do seu rosto resplandecia, depois que falara com ele”. (Ex 34.29). Este passou pelo andar da humildade, simplicidade.
E por fim, Elias: “E sucedeu que, indo eles andando e falando, eis que um carro de fogo, com cavalos de fogo, os separou um do outro; e Elias subiu ao céu num redemoinho”. (II Reis 2.11). Note que todos estavam realizando no momento em que manifestou a Glória de Deus algo simples – vida com Deus, descendo, andando, falando. NADA de coisa de outro mundo.
O que me surpreende, é que os “efervescentes” não conseguem sentir a mesma “unção” quando alguém louva a Deus com uma canção sacra – tem que ser os hinos de fogo. Se a palavra ministrada é um estudo sistemático da Bíblia (EBD, por exemplo) – “- Não ta com nada, não vi ninguém gritando ou sapateando no espírito”. (Eu gostaria de saber que tipo de espírito é esse que precisa ser sapateado).
Bruce H. Wilkinson, em seu livro "Vitória sobre a Tentação", diz que existem apenas três temperaturas na vida cristã. Nosso coração pode estar frio, morno ou quente. Adoração é tanto o termômetro quanto o termostato da vida cristã. Se nosso coração está frio ou morno, isto ficará claro no modo como adoramos a Deus, se estamos mornos isso irá afetar toda nossa vida de adoração e louvor ao nosso Deus (Laodicéia).
Seja um cristão temperamental na presença de Deus, com um coração aquecido pela graça e o  amor de nosso Salvador Jesus Cristo.

Em oração,
Paulo Henrique.

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