Em meio à tamanha hecatombe, a terra se dilui. Desastre, inundações, desaparecimento e mortes. Este é o cenário terrestre atual. Os naturalistas já predizem uma revolta atormentadora por parte da natureza, usando todo embasamento cientifico e até mesmo bíblico (Lei da semeadura), para explicar tamanho cataclismo.
Não que eu esteja inerte aos acontecimentos ao publicar um texto com este titulo, e muito menos que não sinta nenhum tipo de condolência para com o próximo. A questão é que o momento atual é muito mais de reflexão do que de desespero.
Parece que o salmista ao escrever os versículos dois e três do salmo 46, já observava de sua janela o “desastre natural”. A triste realidade é ver que muitos rejeitaram o Senhor dos Exércitos, e nunca se refugiaram no Deus de Jacó (v. 7).
Como então não se abalar? Como permanecer firme, se a edificação é enraizada em solo arenoso? “Se o SENHOR não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o SENHOR não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela”. (Sl 127.1).
A cegueira humana é causada por sua própria soberba.
Quão amáveis são os caminhos de Deus, sua orientação, sua vontade.
Lutero ao deparar com tamanho cuidado e zelo, sente-se inspirado no Salmo 46 para escrever o belo e inesquecível cântico Castelo forte. Homem simples e sem nenhuma tecnologia que possuímos hoje, porem, com uma visão muito mais aguçada do que a visão dos grandes investidores e tecnólogos orientais, ocidentais... Ele compreendeu que independente do que façamos, TODO controle continua nas mãos de Deus. E como bem disse Charles Haddon Spurgeon: “Aconteça o que acontecer, o povo do Senhor é feliz e está protegido; esta é a doutrina do salmo, e ele poderia, para ajudar a nossa memória, ser intitulado O CÂNTICO DE SANTA CONFIANÇA, não fosse o amor especial do grande reformador por esse hino que comove a alma, ele provavelmente seria melhor lembrado como O SALMO DE LUTERO”.
E em meio ao caótico quadro global, o Senhor Deus se apresenta como o grande pacificador: “Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo” (v. 9), e nos convida a sossegar os nossos frágeis corações: “Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus” (v. 10a).
Como disse Mark Twain, o grande humorista americano do século passado: "Você não pode confiar em seus olhos quando sua imaginação está fora de foco”.
Hoje é tempo aceitável e oportuno para voltarmos os nossos olhos para Cristo – real segurança. Refugio e fortaleza presente.
“Olhai para mim, e sereis salvos, vós, todos os termos da terra; porque eu sou Deus, e não há outro” (Is 45.22).
Em oração,
Paulo Henrique.

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