Basicamente o culto divide-se em 05 etapas: A oração inicial, os cânticos da harpa cristã, leitura bíblica, oportunidades e ministração de louvor e palavra – basicamente isto. No entanto, a oração inicial é de um minuto, os cânticos da harpa de dez a quinze minutos (quando organizado), a leitura bíblica oscila de três a cinco (quanto menor o Salmo melhor) e agora as oportunidades e as ministrações que em média duram cerca de cinqüenta minutos... ixi, ainda tem a palavra, mas tá tudo bem, ainda resta dez minutos, é tempo suficiente para Deus falar – afinal não é por muito falar que seremos ouvidos.
Não há problema algum com o tempo, desde que fosse o culto assim TOTALMENTE guiado pelo Espírito Santo, a questão é que esta “organização” litúrgica do culto é simplesmente construída para agradar a gregos e troianos. Se tiver dez equipes de louvor e duzentos cantores – todos têm que cantar (pois ao contrário, o levita emburra (no burro) ao invés de se espiritualizar (no Espírito)), e assim o precioso tempo escorre pelos rápidos ponteiros do relógio.
Acho interessante a liturgia de Cristo, o seu culto era perfeito, simplesmente assim.
Simples, sem palco ou luz, nada de fumacinha de gelo seco, a sua equipe era composta por homens simples e sem nenhuma técnica. Mas o grande diferencial que vejo aqui não é o “corpo ministerial” desta igreja e sim os membros.
Pessoas que realmente tinha sede, fome, desejo de aprender a palavra de Deus – passavam horas sentados (no chão) para ouvir as simples e belas palavras de Jesus.
Hoje, com toda parafernália dos nossos templos, não existe esse interesse em permanecer um pouco mais, ou que seja até mesmo durante apenas os noventa minutos do culto – parece haver uma síndrome ou um medo que seja de passar mais de uma hora e meia na igreja, é como se a terra fosse abrir e tragar a todos – quando se aproxima das nove é uma verdadeira correria, até parece a largada da corrida de São Silvestre.
Presta-se hoje muito mais atenção na roupa, no brinquedo do filho do irmão, na forma que se senta, no gesto que se faz, no grave ou agudo do som, na “regência” de alguns tentando comunicar com o sonoplasta ou até mesmo no inseto que insiste voar no pátio da igreja – TUDO chama atenção, menos o culto e para quem está sendo direcionado. Narra-se uma historia que certa vez cansado de ver seus sermões caírem no vazio, um pastor resolveu dar uma lição inesquecível aos seus ouvintes. Num dos cultos semanais mais concorridos, ele subiu ao púlpito com seu aparelho de barbear, bacia, água, espuma, caneca, espelho e toalha. Nem sequer cumprimentou a igreja e, tranqüilamente, colocou água na bacia, testou a temperatura, ajeitou o espelho, pegou uma caneca, fez espuma, passou na cara, e começou a se barbear. Gastou vários minutos nisso, que pareceram uma eternidade para os presentes.
Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas. Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo: “-Que mensagem ele quer nos passar?”, “-Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?” Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes: - Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história". - No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?
Ao final, quando todos esperavam que o pastor fosse fazer um desfecho maravilhoso, fosse lhes apontar o "moral da história", ele simplesmente enxugou o rosto com a toalha, encerrou o culto e despediu o povo de volta para as suas casas. Aquela semana foi atípica. O povo comentou o fato todos os dias, tentado adivinhar o significado de tudo aquilo: “-Que mensagem ele quer nos passar?”, “-Qual é o simbolismo espiritual da água, do sabão, do barbear-se?” Dias depois, quando ele subiu novamente àquele púlpito, a igreja estava cheia. O pastor olhou para a congregação e disse-lhes: - Sei que vocês querem saber o significado do que fiz aqui neste púlpito na semana passada. Bem, eu vou lhes dizer: não há significado algum! Nenhum simbolismo. Nenhum desfecho maravilhoso. Nenhuma mensagem. Nenhum "moral da história". - No entanto, se podemos tirar alguma lição disto tudo, é a seguinte: Há anos eu venho apresentando para vocês a mensagem bíblica, mas não tenho visto nenhuma mudança em suas vidas. Minhas mensagens têm caído no esquecimento, tão logo vocês saem do templo. Eu gostaria que vocês comentassem meus sermões durante a semana, do mesmo modo que se dispuseram a comentar o meu barbear nestes últimos dias, ou será que a minha barba é mais importante para vocês que a Palavra de Deus?
Em oração,
Paulo Henrique.






