segunda-feira, 16 de maio de 2011

Por um fio

Existem pessoas que são viciadas em viver uma vida repleta de situações perigosas e grande dosagem de adrenalina no sangue. O gosto pelo perigo constante.
Alguns dizem que o sabor é diferente mediante a proibição e o perigo, o “tempero” fica mais nítido e tudo passa a ser bem mais saboroso.
Em uma batalha, onde a desvantagem numérica é nítida, o pequeno grupo de guerreiros, ao final vitorioso daquela peleja não conseguem conterem-se mediante ao risco corrido, o perigo constante.
Os amantes de esportes radicais entendem bem o que é viver uma vida em alto risco, em suas manobras, saltos, escaladas, mergulhos, e demais ações, sabem que qualquer vacilo pode custar o que de mais precioso possuem – suas vidas.
E sabedores da existência da possibilidade de erro, treinam, executam, planejam, repete, checam os equipamentos, fazem adaptações e todo um planejamento é estudado com antecedência; e aqueles que são sensatos, se por alguma alteração climática, logística ou qualquer que seja o motivo que empeça a execução total do planejado – tudo é suspenso de imediato.
Mas isso é no campo dos esportes radicais que estamos falando. Quando o assunto não é dentro deste cenário, as coisas mudam e mudam muito.
Toda a prevenção e esquecida, a checagem raramente ou nunca é feita. Planejamento? Que bicho é esse?
Falou da “quadra” chamada casamento, da “montanha” que é a vida com Deus, do “salto” que nunca realizamos com os filhos... dos “esportes” que abandonamos com muita facilidade, para exercitarmos em “academias” passageiras de nossas vidas.
Poderíamos estender o artigo com inúmeras metáforas, mas creio que o leitor já entendeu do que estamos falando - do seu mais precioso bem.
Casamentos esquecidos na “dispensa” de nossas vidas, pais que não conseguem beijar seus filhos e quando fazem, provocam espanto nos rostinhos que raramente são tocados.
Vive uma vida de constante perigo, a qualquer momento todo o “equipamento” pode ruir, e o penhasco é certeiramente mortal.
Honra e obediência, ferramentas essenciais para qualquer tipo de escalada, mas que foram esquecidas na empoeirada “mesinha de centro” da adolescência.
A comunhão familiar de muitos já enferrujou, e hoje tal equipamento já desgastou muito devido o constante atrito.
No entanto, existe um Deus disposto a oferecer um lugar seguro e de alto refrigério, um lugar de cura e limpeza – um centro de instrução. Onde o dialogo entre pais e filhos é verdadeiramente ensinado, lugar onde existe um orífero perito em restaurar ranhuras e restauração de alianças danificadas e quebradas, o melhor instrutor de qualquer movimento, pois ele é o Senhor do mover. Estou lhe falando do Centro de Instrução chamado a Cruz de Cristo, de onde emana vida e vida com abundância. Porem é necessário que hoje exista um querer de sua parte, assim como o diretor deste mesmo Instituto propôs no passado, aos Israelitas, Ele lhe propõem hoje:

“Os céus e a terra tomo hoje por testemunhas contra vós, de que te tenho proposto a vida e a morte, a bênção e a maldição; escolhe pois a vida, para que vivas, tu e a tua descendência”.
Dt 30.19

O Senhor Jesus Cristo tem uma vida verdadeiramente segura para você, tua família e todos os seus projetos. Escolha a vida e viva – Jesus Cristo a verdadeira fonte de vida eterna.

Em oração,
Paulo Henrique.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

No automático

Já notou que se habituamos passar sempre pelo mesmo caminho, depois de algum tempo, existem dias que paramos no ponto fim deste percurso e perguntamos: - Como cheguei aqui? Simples, estávamos no automático.
É como anda e respirar ao mesmo tempo, você não fica preocupado em saber qual pé será levado à frente enquanto esquece de respirar, é a maravilha da habitualidade automática.
No entanto, mecaniza o ser. Este deixa de ver as belas paisagens do percurso, sua mente simplesmente executa o corriqueiro.
É o que acontece no mundo hoje. Como se tornou atual a obra de 1936 de Charlie Chaplin – Modern Times (só faltou ser em blu ray).
Levanta, “trabalha/estuda”, volta, dorme, levanta... e segue (no automático).
E no meio desta mecanização está nossa ré-lação familiar, nossos cultos, nossas vidas.
Pais que esquecem de desligar o piloto, chegam em casa e não conseguem contemplar a meiga e mais bela “paisagem” que se chama família; filhos que extrapolam em suas ações para conseguir chamar a atenção de seus pais; pais que compram abraços de seus filhos – tristemente industrial, para se obter um produto fim é necessário perder a matéria prima.

Enquanto isso em outra fabrica:

Dezenove e trinta liga-se a maquina de música (por vezes com seus furados discos), logo essa será desligada para o pronunciamento rotineiro de “Salmos”, encerrado essa fala, é a vez dos mesmos e repetidos “operários” com seus discursos e cantos espada – longo e chato. As vinte e trinta é diferente... diferente talvez só o texto lido, pois a essência do “barulho” é o mesmo (novamente: conquistando o impossível – você é capaz (nada de cruz – nada de renuncia), não importa o tamanho que seja sua meca-nização). E se algum dia, alguém, por pane em seu sistema, atrever ensinar os verdadeiros passos para a desautomatização, creio que a energia da “indústria” é desligada, pois sistema inoperante não consegue gravar nada.

Em  oração,
Paulo Henrique.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Zelo

É realmente impressionante o cuidado e o apego que os filhos de Levi tinham para com o Tabernáculo.
Não era nada fácil aquele monta e desmonta, aperta e afrouxa, levanta e abaixa.
Quando Moises levantava o olhar para a imensidão do deserto era sinal de alerta, os levitas postavam-se à espera da ordem: “desmontem o Tabernáculo”. Era hora de correr. Todos os utensílios sagrados deveriam ser devidamente embalados e conduzidos com grande cuidado, toda as colunas de madeira revestidas de ouro realmente pesavam muito, todo aquele tecido bordado e de grande metragem era sem duvida um fardo terrível para ser transportado em pleno deserto de calor caustificante.
Servir no Tabernáculo não era uma tarefa fácil, tinha que ser único e exclusivamente por amor (visto que não eram remunerados, e na partilha das terras entre as tribos ficaram só a observar – Nm 18.31), vale mencionar que o seu trabalho era personalíssimo (só podendo ser realizado por um levita), mesmo havendo outras 11 tribos israelitas, somente os levitas podiam servir e cuidar do trabalho no Tabernáculo, a haste da Arca da Aliança, por exemplo, só conhecia os ombros dos levitas.
Infelizmente a “tribo dos levitas” hoje parece ter mudado, valores que outrora eram essenciais, hoje não têm mais valor; muitos nem se quer passaram pela “inspeção” do chamado levítico, caíram de pára-quedas nos “ministérios de louvor”, creio que seja pelo fato de qualquer um poder e “ser” levita na casa de deus. Biblicamente dizendo, todo levita era israelita, mas nem todo israelita era levita – a questão é que muitos acham que possuem o poder de nomear e de destituir o ministério levítico da vida daqueles que realmente herdaram do Senhor o genuíno chamado.
Querem o bônus, mas nunca o ônus. Quando o assunto é carregar, levantar, mudar, trabalhar sem reconhecimento, sem “terra para herdar”, a tribo fica pequenininha, quase se extingue, parece não haver levita algum.
Uma tribo tão importante, de historia de imensa relevância, a única que possui um livro inteiro da Bíblia; hoje sendo representada por alguns membros que não merecem ostentar tal titulo.
O zelo corria em suas veias. A vida de um levita iniciava-se cedo e encerrava-se em sua velhice, e mesmo assim a chama de amor e comunhão com Deus e sua obra continuava, Asafe é um grande exemplo. Mesmo aposentado, tocou o coração de Deus com o seu cântico de tal forma, que a Glória do Senhor encheu todo o templo e até os que estavam nas proximidades do tabernáculo não suportaram a presença de Deus e prostraram-se diante a Ele.
Vale a pena ter zelo pela obra do Senhor.
Pois é buscando o eterno que obteremos as demais coisas.

Em oração,
Paulo Henrique.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

Diferente

Quando todos caminham para o sul e apenas um insiste ir para o norte, certamente sua jornada não será fácil.
Enquanto os demais espiões enviados por Moises para verificar a terra prometida diziam que era habitada por gigantes, apenas dois disseram que a vitória era possível – porem, naquele grupo de espionagem, Josué e Calebe tiveram que suportar a indiferença dos demais. É sempre assim. Quando a maré sopra para uma direção e o navegador insiste em virar a pequena vela em direção oposta, a sofrida madeira da simples embarcação parece querer ruir mediante o tamanho esforço.
Neemias soube bem o que é reerguer um muro de uma cidade sem contar com o apoio de todos. Os tijolos parecem dobrar seu peso.
Mediante as provações as dificuldades parecem aumentar seu tamanho.
E assim, sempre é mais fácil seguir a multidão – não necessita enfrentar oposição, ausência, carência, desaprovação, dificuldade nenhuma.
A questão é que quanto mais caminhamos conforme a massa, mais nos tornamos mais um no meio dela, e ser apenas um figurante neste cenário não fará diferença alguma.
Davi, o grande monarca israelita, ao trazer a Arca da Aliança de volta para Israel, quebrou o “protocolo real” rasgando suas vestes e ficando apenas com uma estola (transparente) dançando nas ruas israelitas, tal atitude gerou apatia por parte dos que seguiam para outra direção, naquele dia o rei soube o que é remar contra a multidão em sua própria casa, quando Mical sua esposa desaprovou sua atitude e o repreendeu.
Profetas como Isaias com suas “esquisitices”, Jeremias com suas lamentações, não foram entendidos, pois não falavam a mesma “língua” que os demais – eram diferentes.
Profetas, sacerdotes e reis e até mesmo simples homens e mulheres que serviram ao Senhor com lealdade e firmeza de coração, cada um de sua forma, enfrentaram a difícil jornada de ser o ser estranho num mundo dito normal.
E hoje não é diferente. Ser cristão é realmente seguir a direção oposta ao mundo. É ter voz ativa e não ser apenas mais um nessa geração do Ctrl C, Ctrl V.
Hoje é dia oportuno. Faça a diferença, seja um cristão.

Em oração,
Paulo Henrique.

terça-feira, 19 de abril de 2011

A calça curta e a meia

Realmente incomoda. Sendo jeans ou social (para com minhas descrições por aqui, pois não sou nenhum especialista), o certo é que se sentado ou em pé – ela fica sempre incomodando.
Interessante é que o verdadeiro incômodo não é o seu tamanho, e sim o que ela mostra, ou seja, o que ela não cobre – as meias.
Agora sim, chegamos ao ápice do problema. Se cruza as pernas, lá estão as meias (branca, preta, cinza, encardida, etc.). Se está sentado, a calça insiste em mostrar as “canelas” e lá estão elas novamente, com o seu mesmo ar sem graça mostrando a cara. Se levanta para consertar o problema, parece uma estranha figura, da cintura para cima – tudo bem, mas da cintura para baixo... A calça pode até ser bonitinha, passadinha, mas as meias... É; realmente não tem jeito.
Interessante que se a vestimenta é um short ou uma bermuda, pode até usar um tênis e meia, só que esta é soket; quanto menorzinha melhor (se ficar quase dentro do tênis é perfeita). Sem contar que com o passar do tempo – relaxa, suja, fura e incomoda qualquer um.
No entanto, quando se machuca o pé, um dos piores inimigos é a meia. Se por um pequeno vacilo no curativo a meia tocar a ferida, aí sim, a situação complica.
Engraçado as descrições deste texto, mas nossa vida de certa forma é semelhante a tudo isso.
Existem situações que realmente é uma verdadeira calca curta, e toda forma que agimos, sempre ficamos em um estado pior, mais feio.
A questão nem é a calça, ou seja, a situação em si, o problema mesmo é o que a calça curta esta prestes a revelar – as nossas meias. Digam-se, as horríveis meias – sujas, relaxadas, furadas, encardidas.
Se a situação vier à tona, todo o meu pecado será revelado.
Realmente, a calça curta incomoda. Mas é a meia que demonstra o pior da vestimenta errada.
Quantos têm tentando esconder seus erros, suas cobiças, murmurações, egos, promiscuidades, prostituições, debaixo das curtas calças de suas vidas.
Esquecem que existe um Deus que vê além das suas vestes (de seus enganos e mentiras), atinge o mais profundo do coração.
Por três vezes foi necessário o Senhor perguntar a Pedro:
“- Pedro, tu me amas? Sim Senhor”. (Superficialidade);
“- Pedro, tu me amas? Senhor, tu sabes que te amo”. (Afirmativa humana);
“- Pedro, tu me amas? Senhor, tu sabes que não tenho outro bem além de ti”. (Profundidade do coração)

Por mais que as calças estejam mostrando as meias que você insiste em esconder – sinta-se a vontade de descalçá-las diante do Senhor, pois na presença d’Ele nada disso é necessário. Ao se apresentar a Ele, a primeira coisa que Deus ira tirar de você é seus calçados. Agora a calça não precisa ser curta ou cumprida – não existem mais meias para serem tampadas.

“Moises tira a sandálias dos teus pés, pois o lugar que pisa é santo”.

Em oração,
Paulo Henrique.
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