quarta-feira, 4 de maio de 2011

Zelo

É realmente impressionante o cuidado e o apego que os filhos de Levi tinham para com o Tabernáculo.
Não era nada fácil aquele monta e desmonta, aperta e afrouxa, levanta e abaixa.
Quando Moises levantava o olhar para a imensidão do deserto era sinal de alerta, os levitas postavam-se à espera da ordem: “desmontem o Tabernáculo”. Era hora de correr. Todos os utensílios sagrados deveriam ser devidamente embalados e conduzidos com grande cuidado, toda as colunas de madeira revestidas de ouro realmente pesavam muito, todo aquele tecido bordado e de grande metragem era sem duvida um fardo terrível para ser transportado em pleno deserto de calor caustificante.
Servir no Tabernáculo não era uma tarefa fácil, tinha que ser único e exclusivamente por amor (visto que não eram remunerados, e na partilha das terras entre as tribos ficaram só a observar – Nm 18.31), vale mencionar que o seu trabalho era personalíssimo (só podendo ser realizado por um levita), mesmo havendo outras 11 tribos israelitas, somente os levitas podiam servir e cuidar do trabalho no Tabernáculo, a haste da Arca da Aliança, por exemplo, só conhecia os ombros dos levitas.
Infelizmente a “tribo dos levitas” hoje parece ter mudado, valores que outrora eram essenciais, hoje não têm mais valor; muitos nem se quer passaram pela “inspeção” do chamado levítico, caíram de pára-quedas nos “ministérios de louvor”, creio que seja pelo fato de qualquer um poder e “ser” levita na casa de deus. Biblicamente dizendo, todo levita era israelita, mas nem todo israelita era levita – a questão é que muitos acham que possuem o poder de nomear e de destituir o ministério levítico da vida daqueles que realmente herdaram do Senhor o genuíno chamado.
Querem o bônus, mas nunca o ônus. Quando o assunto é carregar, levantar, mudar, trabalhar sem reconhecimento, sem “terra para herdar”, a tribo fica pequenininha, quase se extingue, parece não haver levita algum.
Uma tribo tão importante, de historia de imensa relevância, a única que possui um livro inteiro da Bíblia; hoje sendo representada por alguns membros que não merecem ostentar tal titulo.
O zelo corria em suas veias. A vida de um levita iniciava-se cedo e encerrava-se em sua velhice, e mesmo assim a chama de amor e comunhão com Deus e sua obra continuava, Asafe é um grande exemplo. Mesmo aposentado, tocou o coração de Deus com o seu cântico de tal forma, que a Glória do Senhor encheu todo o templo e até os que estavam nas proximidades do tabernáculo não suportaram a presença de Deus e prostraram-se diante a Ele.
Vale a pena ter zelo pela obra do Senhor.
Pois é buscando o eterno que obteremos as demais coisas.

Em oração,
Paulo Henrique.

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