segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Há sempre um escape em Deus

Para um casal em pecado, envergonhado e despido – há vestes novas e cuidados divinos.
Para um casal estéril e sem esperança paterna – Existe a visita angelical e o cumprimento do filho da promessa.
Para a família certa, morando em lugar errado – Há sempre um reboque divino para o escape antes do juízo divino.
Para uma nação escravizada e em terra estranha – Existe sempre um legislador levantado por Deus.
Para as fontes amargas da vida – Há sempre a raiz de Jessé a nossa disposição.
Para as feridas causadas por víboras do deserto – Há sempre um estandarte da cura erguido a nossa frente.
Para os desacreditados, após depararem com os gigantes do viver – Deus traz esperança e animo através dos seus escolhidos.
Para as grandes jornadas da vida, através de caminhos inóspitos – Existe o zelo e olhar do magistral provedor enviando comida e conservando o que já possuímos.
Para muralhas intransponíveis e grandes obstáculos – Há sempre um toque, uma melodia de vitória para ser entoada.
Para sangrentas guerras e afrontas – Os trezentos valentes sempre estão a postos.
Para grandes gigantes – Há sempre uma funda certa e uma pedra certeira;
Para tronos inadequadamente ocupados – Existe sempre um homem segundo o coração de Deus para governa-lo.
Para grandes desafios – Existe sempre um profeta no Carmelo clamando por fogo a Deus.
Para tirar o veneno do alimento do dia-a-dia – Há sempre uma porção certa de farinha.
Para uma ferramenta emprestada que se perde na água – Existe o milagre da levitação.
Para um povo dogmático e preso a regras – Existe sempre um rabino livre e gracioso.
Para o escape da morte infantil através do decreto real – Existe sempre uma manjedoura.
Para confundir e ensinar os letrados – Há um garoto de doze anos ministrando.
Para uma terra insípida e sem direção – O Sal e o farol são separados.
Para um casamento prestes a fracassar pelo descuido do seu anfitrião – Existem talhas de pedras cheias de água sendo transformada no melhor vinho da festa.
Para os desacreditados aleijados, os excluídos leprosos, os desprezados cegos, os abandonados famintos, os atormentados endemoniados e as marginalizadas mulheres – Existem sempre as seguintes perguntas: - Queres ser curado? Queres ser limpo? Queres ver? Queres ser alimentado? Queres ser liberto? Queres ser redimida?
Para cada resposta afirmativa – Existe a seguinte ratificação: - Então seja curado. Seja limpo. Então veja. Eu sou o pão da vida. Seja liberto. Eu sou a agua da vida. De mim saiu virtude. Não desespere...
Para os barrabases da vida – Há um novo condenado em seu lugar
Para um caminho personalíssimo sangrento e cruel – Existe o filho amado indo no meu lugar.
Para uma cruz com as minhas medidas – Um homem é moldado, esticado, ferido, despido, martirizado em prol de mim.
Para que eu vivesse – Ele morreu.
Para que fosse salvo e limpo – Ele se fez homem e padeceu.
Para que um dia eu possa subir – Ele primeiro desceu.
Para que hoje eu pudesse ser chamado de filho – Deus me amou de tal maneira...

Sempre... Sempre Deus proporcionou e proporciona um escape para a humanidade... A questão é que sempre a humanidade virou as costas para seu Salvador.

Em oração,
Paulo Henrique.

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Descanse


Como é bom após um longo e exaustivo dia de trabalho chegar em casa e descansar numa cama macia e aconchegante. Quanto maior melhor.
O problema é que muitas vezes em nossa vida, passamos por momentos que o cansaço é bem maior do que o conforto que a nossa simples cama pode oferecer.
Uma fadiga que vai além de um fardo físico, que transpõem as nossas forças e energia, é neste instante que parece que vamos sucumbir mediante a tantas coisas que nos cercam e nos afligem.
São tantos sons, diversos barulhos, falas desnecessárias, perguntas incoerentes... E mais e mais... E o dia parece ser mais longo que os demais... Os ponteiros do relógio parecem inertes e quanto acionados, o movimento tende a ser retrógrado.
É neste turbilhão do dia-a-dia, que o Senhor de forma simples e serena nos visita... Naquele instante que parece haver um furacão lá fora, um terremoto acontecendo, um tsunami perto de nos atingir... Deus convida-nos a aquietar os nossos aflitos corações e ouvi-lo.
O Rev. Hernandes Dias Lopes comenta: A Palavra de Deus diz: “Entrega teu caminho ao Senhor, confia nele e o mais ele fará. Descansa no Senhor e espera nele”. Não é fácil entregar nosso caminho, nossa vida, nossos sonhos, nossos problemas nas mãos de Deus. Deus é digno da nossa confiança. Ele é o Deus Todo-poderoso, criou o universo e sustenta todas as coisas pelo seu poder. Ele é poderoso para cuidar da sua vida. O que você não pode fazer, ele pode. Ele pode restaurar sua sorte. Ele pode curar suas enfermidades. Ele pode consolar seu coração aflito. Ele pode perdoar seus pecados. Ele pode restaurar seu casamento. Ele pode aliviar sua bagagem. Descansa em Deus. Coloque aos pés de Jesus o seu fardo. Ele é poderoso para cuidar de você e dar descanso à sua alma. Jesus Cristo lhe convida: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e sobrecarregados e eu lhes aliviarei”.
A questão difícil aqui não é ser aliviado... Pois como disse, quem não deseja um descanso após um desgastante dia... A difícil escolha aqui é entregar nas mãos de Deus as nossas “sacolas de compras” que fomos fazendo durante a vida. É essa escolha de confiar em Deus é que faz a diferença.
Certa vez Mahatma Gandhi disse: “Não existe um caminho para a paz; a paz é o caminho”, e como o próprio caminho um dia se apresentou a nós – Jesus Cristo, então fica aqui a dica.

Em oração,
Paulo Henrique.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Ele não te esqueceu


É maravilhoso e imensamente belo o toque divino. E esse governo de Deus proporciona uma paz que excede todo nosso entendimento, e por mais que tentamos entender o seu agir, não chegamos a ponto algum devido a nossa insignificância mediante a Sua grandeza.
“Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos”. Is 55.9
Em Gênesis, já nas primeiras palavras deste livro sagrado, podemos contemplar o zelo divino: “No princípio criou Deus o céu e a terra. A terra, porém, era sem forma e vazia; havia trevas sobre a face do abismo, mas o espírito de Deus pairava por cima das águas”. Gn 1.1-2 (SBB).
Acho lindo quando essa tradução de forma simples insere: “... mas o espírito de Deus...”, podemos compreender que mesmo mediante o caos, o Espírito de Deus está no controle das águas.
Todo esse zelo e cuidado está à nossa disposição. A Bíblia nos diz que o nosso Deus é um guarda zeloso que se quer pestaneja e muito menos se esquece dos seus.
“Sim, o protetor de Israel não dormirá, ele está sempre alerta!” Sl 121.4 (NVI).
A grande questão é se realmente estamos acreditando nessa infalível Palavra.
Muitas vezes queremos que este agir aconteça nos dando escape das pelejas e das lutas, no entanto, a Palavra do Senhor nos garante que Ele sempre estará conosco no deserto, caminhando ao nosso lado, mas não que o deserto seria extinto.
A grande lição é compreender que Deus livra-nos na peleja e não da peleja.
Ao agirmos assim, querendo que o Senhor nos livre do deserto, atestamos que não confiamos em Deus, pois desta forma estamos dizendo que aquela imensidão de areia é superior ao poder de Cristo.
É triste, pois desta forma começa a existir no coração um sentimento de dúvida, e sempre onde há duvida a fé é sucumbida, e sem fé ninguém pode agradar a Deus, a Bíblia nos alerta dizendo: “Sem fé é impossível agradar a Deus, pois quem dele se aproxima precisa crer que ele existe e que recompensa aqueles que o buscam.” Hb 11.6 (NVI).
Tenha sempre a certeza que mesmo quando as coisas não parecem fazer sentido algum, existe um Deus, não do caos, mas que governa tudo e está trabalhando no plano de fundo da sua vida e logo poderá ver que valeu a pena passar pelo deserto e não ter fugido dele, pois na margem oposta existe uma terra prometida a sua espera.

Em oração,
Paulo Henrique.

quinta-feira, 31 de maio de 2012

A inveja


Competição é a palavra do momento. Vivemos em meio a um imenso circuito, e nessa pista parece não haver regras... Afinal estamos competindo, e cada um, de uma forma ou de outra almeja o pódio. Infelizmente, no decorrer do caminho muitos acabam alimentando alguns pérfidos sentimentos. E talvez neste perigoso catálogo conste uma das mais cruel e mortífera ação que o homem possa realizar... A inveja. Certa vez alguém disse: Pensa-se que a inveja é desejar ter o que o outro tem. Isso na verdade é a cobiça, também catalogada na Bíblia como pecado. A inveja segundo o dicionário é um misto de ódio e desgosto provocado pela prosperidade ou alegria de outrem. Em outras palavras, a inveja é a tremenda raiva que a pessoa desenvolve porque o outro está bem, está feliz. Existe uma fina distinção entre a inveja e a cobiça. “A pessoa cobiçosa quer possuir os bens do vizinho, enquanto que a pessoa invejosa lamenta esses bens. Ela fica triste por causa da prosperidade do vizinho” (W.F. May). A inveja se desenvolve geralmente entre pessoas que possuem o mesmo nível de vida, a mesma profissão, os mesmos relacionamentos, frequentam os mesmos ambientes. Se por exemplo, eu sou médico, eu não teria inveja do Pavaroti, porque ele milita numa área diferente da minha, mas se eu fosse cantor de ópera provavelmente teria por ter a capacidade que ele tem e não ter os méritos que ele possui. Veja ainda como as pessoas que frequentam os mesmos lugares morrem de inveja quando alguém recebe destaque ou brilha mais do que o invejoso numa festa. A inveja é também um sentimento interior que quase nunca é revelado. É algo guardado no coração. Olavo de Carvalho na crônica ‘Dialética da Inveja’ diz: “A gente confessa ódio, humilhação, medo, ciúme, tristeza, cobiça. Inveja, nunca. A inveja admitida se anularia no ato, transmutando-se em competição franca ou em desistência resignada. A inveja é o único sentimento que se alimenta de sua própria ocultação”. O remédio para a inveja é amargo. A confissão deve ser o primeiro passo. Confessar a Deus que nutre inveja por tal e tal pessoa, que não suporta ver esse alguém sendo melhor, que tem raiva quando alguém recebe um elogio e eu não. Passada a confissão vem uma internalização teológica importante. Todos nós fomos criados a imagem e semelhança de Deus, portanto, fomos criados com valores e virtudes e existe espaço para todos no universo. Em terceiro lugar passar a ação. Aqui creio que o apóstolo Paulo nos ajuda na sua carta aos Romanos. Ele diz: “Amai-vos cordialmente, uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. E ele vai além para nos desafiar: “Tende o mesmo sentimento uns para com os outros; em lugar de serdes orgulhosos, condescendei com o que é humilde; não sejais sábios aos vossos próprios olhos”. Ser cristão é isso. O nosso problema será crer se vale à pena seguir a orientação da Bíblia ou tentar por nossos próprios esforços alcançar a felicidade.
Quem não é feliz com as bênçãos de Deus ainda vai morrer de inveja!

Em oração,
Paulo Henrique.

terça-feira, 29 de maio de 2012

Paixões Perigosas

1 JOÃO (William Barclay)
O velho apóstolo João encontrava-se agora em Éfeso, provavelmente no ano 100 d.C . A cidade como relata Dwight Lyman Moody, o lar de João durante a última parte de sua vida, está localizado em uma planície fértil perto da desembocadura do Rio Caister. No tempo de Paulo era um centro comercial, da região oriental do Egeu e daqueles que passavam por Éfeso vindos do Oriente. Sendo a cidade a capital da província da Ásia Menor, o procônsul romano residia ali. Assembléias democráticas eram permitidas aos habitantes de Éfeso (Atos 19.39). O Cristianismo entrou na cidade em cerca de 55 d.C através do ministério de Paulo, e ele escreveu uma carta circular a Éfeso e a outras igrejas cerca de oito anos mais tarde. Antes de João chegar à cidade, muitos trabalharam ali pela causa de Cristo (Áquila e Priscila, Atos 18.19; Paulo, Atos 19.3-10; Trófimo, Atos 21.29; a família de Onesíforo, II Tm 1.16-18; 4.19; e Timóteo, I Tm 1.3). A moralidade em Éfeso era baixa. O magnificente templo de Diana, com suas 127 colunas de 19,80m de altura à volta de uma área de 140 por 72m, era como um ímã que atraía o povo à pocilga de Éfeso. Era uma casa de prostituição em nome da religião. E apesar da idolatria iníqua que havia nesse lugar, era a Meca ou a Roma dos religiosos, e o seu povo deliciava-se em intitular-se de "guardadores do templo" da grande Diana (Atos 19.35).
E é nesse cenário que o apóstolo do amor escreve a primeira carta intitulada por seu nome, em meio a riquezas, luxúrias e glórias.
William Barclay comenta que, muitos naquela época eram cristãos de segunda e até de terceira geração. A emoção dos primeiros tempos e do novo achado tinha passado para alguns, ao menos em certa medida. Os primeiros dias da cristandade se caracterizaram por sua glória e seu brilho, certa magnificência e alegria de viver. Mas ultimamente o cristianismo tinha chegado a ser uma questão de hábitos, como alguém disse: "tradicional, morno, nominal". O povo se acostumou a ele, e tinha perdido algo relativo à sua essência. Jesus conhecia os homens, e disse deles: “O amor se esfriará de quase todos” Mt 24.12. João escrevia numa época em que, ao menos para alguns, o primeiro entusiasmo tinha desaparecido, quando a chama da devoção se reduziu a uma efêmera piscada. A esta mesma Igreja de Éfeso o Cristo ressuscitado havia dito: "Tenho contra ti que deixaste o teu primeiro amor" Ap 2.4. Uma das primeiras conseqüências foi que havia membros da Igreja que encontravam incômodos e aborrecidos com as normas de conduta que o cristianismo exigia. Não queriam ser santos no sentido do termo no Novo Testamento. A palavra traduzida santo é hagios. Etimologicamente significa diferente. O Templo era hagios porque era diferente de outros edifícios; o sábado era hagios porque era diferente de outros dias; o povo judeu era hagios porque era diferente de outros povos; e o cristão estava chamado a ser hagios para ser diferente dos outros homens.
Houve sempre uma separação distintiva entre o cristão e o mundo. No Quarto Evangelho, Jesus diz: “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia” Jo 15.19.
O apóstolo entende então a necessidade de lutar a guerra pela verdade e durante toda a sua vida peleja contra as heresias gnósticas que insistiam penetrar no seio da igreja. Infelizmente parece haver uma escassez de “filhos do trovão” em nossos dias. E com tudo isso acontecendo novamente, ouvimos certos absurdos: Por que lutar se podemos ser ecumênicos? Podemos conviver de forma harmônica com as nossas pequenas diferenças de interpretações. Afinal não queremos contrariar as pessoas que nos cercam.
No entanto João diz: “Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele. I Jo 2.15.

Somos peritos em agradar nossos amigos, e ágeis imbecis em desagradar a Deus.

Em oração,
Paulo Henrique.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...