quarta-feira, 3 de abril de 2013

Ocupe sua mente, preencha seu coração.

Na metafísica, impenetrabilidade é o nome dado à qualidade da matéria pela qual dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
É interessante ver que tal princípio há mais de dois mil anos é aplicado não apenas no mundo físico, mas também no mundo espiritual.
“Ninguém pode servir a dois senhores...”, Jesus de forma clara declara que o universo de nosso coração não pode ser terra habitada por dois donos, “... porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro”.
"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem às fontes da vida". (Pv 4.23). Como então um coração dúbio poderá jorrar água pura e verdadeira se existe nele essa inconstância? Como será limpa e prazerosa essa vida se a fonte esta suja?
E se tratando de nosso culto devocional, às vezes, podemos ficar divididos em nossa adoração a Deus. A Bíblia afirma que há um só Deus (Dt 6.4), e que o Senhor não divide sua glória com ninguém (Is 42.8).
Sabendo que esse Deus possui atributos incomunicáveis, um deles é a sua onisciência – tudo sabe; a quem então estamos mentido, vivendo esse imenso baile de máscaras e fantasias?
Uma redoma criada, um personagem interpretado... No trabalho um cidadão secular qualquer, na igreja um ser totalmente diferente, na família um inconstante emocionalmente falando... E o laboratório de máscaras agradece.
No contexto imediato do versículo – “Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Não podeis servir a Deus e a Mamom”. (Mt 6.24), o dinheiro é considerado o outro senhor (Mamon - um termo de origem aramaica que significava dinheiro, riqueza). Mas, na vida prática, muitas coisas podem querer ocupar nosso coração: nossos sonhos pessoais, nossa vaidade, as coisas do mundo, uma pessoa a quem devotamos respeito, e muitos outros ‘senhores’ que procuram roubar nossa visão espiritual.
“Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós”. (II Co 4.7).
E quando esse tesouro passa a ser substituído pelo que queremos, desejamos, cobiçamos? A excelência divina aqui é questionada e desprezada, o senhor passa a ser outro, a escritura de nosso coração é cedida a outro proprietário – afinal, dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço ao mesmo tempo.
Paulo escrevendo a igreja de Corinto ensina o proceder diante das tentações que freqüentemente nos cercam e tentam desviar o nosso olhar... O remédio é a MORTE... Calma, não faça nada precipitadamente... Deve sim morrer os nossos desejos mundanos, nosso forte e velho homem deve sempre estar atrás da cruz, à sombra do arrependimento, disposto a mudar sempre em direção a Cristo.
“Trazendo sempre por toda a parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também nos nossos corpos”. (II Co 4.10).

Em oração,
Paulo Henrique.

sexta-feira, 22 de março de 2013

abrev.

O amadurecimento é um longo e necessário caminho a ser percorrido. Viver de forma descabida e insana é dar lugar ao opróbio e ao fracasso. De forma infantil a sociedade adoecida e sem nenhum foco ético tem dado seus cambaleantes passos em direção ao vexame e aos escândalos, que parecem serem cada dia mais minados por lideres/governo, liderados/governados.
Um amadurecimento que insiste não acontecer, um preço que não deseja ser pago. Em si tratando de postura, fala e até mesmo escrita, parecesse que estamos vivendo um retorno às cavernas (uma disporá jurássica), o certo hoje parece ser o errado.
Já é tido como anormal se você insiste acentuar, falar e se quiser vestir de forma mais tradicional. Vivemos a era das abreviações, uma frase que outrora era composta por verbos, sujeitos, adjetivos, pontuações gráficas, hoje pode ser escrita com poucas letras (etd?).
Em um tempo não muito distante, a redação era vista como o divisor de aguas, naquelas poucas linhas o candidato/aluno transcrevia o seu pensamento, suas ideias, levando seu examinador/leitor à reflexão e ao pensar, parece que hoje o negocio é saber fazer macarrão instantâneo ou cantar hino de clube de futebol (referencia a última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para aqueles que insistem não ler os noticiários), a escrita já não é mais necessária numa sociedade que valoriza a simples e mera sopa de letrinhas.
Realmente o amadurecimento é um longo e necessário caminho a ser percorrido, percorrido apenas por aqueles que insistem andar pelos corredores das bibliotecas, que frequentam livrarias e que se gastam com obras e leituras clássicas e poéticas. Para os demais, “sábios” do imenso sanatório global, basta abreviar ou cantar.

Viva o bom, longo, acentuado bate papo à moda antiga, com direito a aperto de mãos, bom dia e até logo...

“O estudo foi para mim o remédio soberano contra os desgostos da vida, não havendo nenhum desgosto de que uma hora de leitura me não tenha consolado”.
Barão de Montesquieu

Em oração,
Paulo Henrique

quinta-feira, 14 de março de 2013

Confiabilidade

“Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda.” (Santa Teresa de Ávila).

Segundo o dicionário online de português, confiabilidade é “A extensão em que medidas repetidas de um fenômeno relativamente estável situam-se próximas umas das outras; é o grau de confiança de uma proposta; capacidade de um instrumento não variar em seus resultados...”.
Seria o mesmo que ter todas as coisas em seus devidos lugares todos os dias, da mesma forma, nos mesmos horários... Tudo em perfeita harmonia e controle.
A grande questão é que a vida não é uma “forminha” intocável e inerte a nenhuma mudança e variação. E muitas vezes, devido a essas oscilações, sofremos, perdemos, machucamos, mudamos... Enfim, a vida é um ciclo de minutos, dias e horas... Composta por uma infinidade de momentos e ações, atitudes e valores, de agir e falar, pensar e refletir.
E diante de todas essas variações, nem sempre acompanhamos o processo, e nos perdemos no ciclo, na “roda” e quando menos esperamos - “- Estou sem direção”.
E é nesses instantes que parece que somos mais frágeis, sem chão, sem força... É quando mexe no nosso mundinho perfeito, quando tira as nossas coisas do lugar... E o que outrora era certinho agora está uma verdadeira balburdia.
É incrível como nestes instantes somos rodeados de todo tipo de conselhos e pessoas, de caras e bocas, de olhares e apontamentos... Alguns “aconselham” a esquecer a Deus e morrer, outros, peritos em “defeitos alheios”, chamados por Cristo de “comedores de camelo”, fazem um analise minucioso e depois consultam a suas cartilhas de pecados e suas consequências (aqui muito maior do que o pecador possa suportar e a graça e perdão de Deus possa perdoar) apontam onde está o seu problema.
Pronto à sentença foi relatada. O fim foi declarado, ministério acabado, historia perdida, família destituída, sonhos inalcançáveis, projetos rasgados.
Quantos mediante a todo esse processo fecham, esquecem, caducam... Que existe um Deus... Pai, amoroso, recepcionador, consolador, que faz de tudo para que seus filhos, mesmo que através de “intempéries pedagógicas”, alcance o centro de Sua vontade, o melhor lugar para se estar... Que dia após dia, vela e cuida, ama e traz afago a todos e qualquer que se deixe ser tocado.
Confie em Deus... Há um texto judaico que diz: “Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca”.

“Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu para que temas o homem que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva?”
Is 51.12

Em oração,
Paulo Henrique

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Grande valor


E, encontrando uma pérola de grande valor, foi, vendeu tudo quanto tinha, e comprou-a. Mt 13.46
“Certa vez um velho senhor, muito rico, colecionava quadros, peças e objetos diversos antigos... Ao ler uma matéria publicada em um jornal sobre duas obras (quadros) de imenso valor, chamou o seu mais fiel empregado e lhe disse: - Quero que você encontre e compre esses dois quadros para mim, não importa quanto tempo leve, e nem quanto custe... Apenas encontre e me traga-os. Aquele obediente servo então saiu a procurar os quadros, buscou em diversos paises e continentes, depois de alguns anos em sua difícil busca, retornou a casa do seu senhor e lhe disse: - Senhor; encontrei as duas obras, depois de ter rodado todo o país e diversos continente, acabei encontrando-os em um galpão em nossa própria cidade, nessa mesma quadra, no fundo de sua própria residência, eles já estão catalogados em sua coleção a mais de 20 anos”.

Tudo isso me faz lembrar de uma passagem bíblica – A dracma perdida – (Lc 15.8-9), note que aquela simples mulher não perdeu sua moeda na rua, no vizinho ou na venda em que ela freqüentava... Perdeu em sua própria casa... Muitas vezes perdemos muito tempo procurando encontrar o lugar dos “achados e perdidos”.
Frequentemente estamos cercados de “bens valiosos” e não vemos ou se quer reconhecemos o valor daqueles que nos cercam.
O mais valioso lhe foi dado – Jesus Cristo (Jo 3.16), e quando este por nossa causa necessitou “ausentar-se”, para preparar-nos morada (Jo 14.2), deu o Espírito Santo como Penhor por nossa causa (Ef 1.13-14).
Portanto, olhe sempre com fé para o amanhã, pois o nosso redentor vive e Ele vira ao nosso encontro...
Tenha fé.

Em oração, 

Paulo Henrique.

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Há sempre um escape em Deus

Para um casal em pecado, envergonhado e despido – há vestes novas e cuidados divinos.
Para um casal estéril e sem esperança paterna – Existe a visita angelical e o cumprimento do filho da promessa.
Para a família certa, morando em lugar errado – Há sempre um reboque divino para o escape antes do juízo divino.
Para uma nação escravizada e em terra estranha – Existe sempre um legislador levantado por Deus.
Para as fontes amargas da vida – Há sempre a raiz de Jessé a nossa disposição.
Para as feridas causadas por víboras do deserto – Há sempre um estandarte da cura erguido a nossa frente.
Para os desacreditados, após depararem com os gigantes do viver – Deus traz esperança e animo através dos seus escolhidos.
Para as grandes jornadas da vida, através de caminhos inóspitos – Existe o zelo e olhar do magistral provedor enviando comida e conservando o que já possuímos.
Para muralhas intransponíveis e grandes obstáculos – Há sempre um toque, uma melodia de vitória para ser entoada.
Para sangrentas guerras e afrontas – Os trezentos valentes sempre estão a postos.
Para grandes gigantes – Há sempre uma funda certa e uma pedra certeira;
Para tronos inadequadamente ocupados – Existe sempre um homem segundo o coração de Deus para governa-lo.
Para grandes desafios – Existe sempre um profeta no Carmelo clamando por fogo a Deus.
Para tirar o veneno do alimento do dia-a-dia – Há sempre uma porção certa de farinha.
Para uma ferramenta emprestada que se perde na água – Existe o milagre da levitação.
Para um povo dogmático e preso a regras – Existe sempre um rabino livre e gracioso.
Para o escape da morte infantil através do decreto real – Existe sempre uma manjedoura.
Para confundir e ensinar os letrados – Há um garoto de doze anos ministrando.
Para uma terra insípida e sem direção – O Sal e o farol são separados.
Para um casamento prestes a fracassar pelo descuido do seu anfitrião – Existem talhas de pedras cheias de água sendo transformada no melhor vinho da festa.
Para os desacreditados aleijados, os excluídos leprosos, os desprezados cegos, os abandonados famintos, os atormentados endemoniados e as marginalizadas mulheres – Existem sempre as seguintes perguntas: - Queres ser curado? Queres ser limpo? Queres ver? Queres ser alimentado? Queres ser liberto? Queres ser redimida?
Para cada resposta afirmativa – Existe a seguinte ratificação: - Então seja curado. Seja limpo. Então veja. Eu sou o pão da vida. Seja liberto. Eu sou a agua da vida. De mim saiu virtude. Não desespere...
Para os barrabases da vida – Há um novo condenado em seu lugar
Para um caminho personalíssimo sangrento e cruel – Existe o filho amado indo no meu lugar.
Para uma cruz com as minhas medidas – Um homem é moldado, esticado, ferido, despido, martirizado em prol de mim.
Para que eu vivesse – Ele morreu.
Para que fosse salvo e limpo – Ele se fez homem e padeceu.
Para que um dia eu possa subir – Ele primeiro desceu.
Para que hoje eu pudesse ser chamado de filho – Deus me amou de tal maneira...

Sempre... Sempre Deus proporcionou e proporciona um escape para a humanidade... A questão é que sempre a humanidade virou as costas para seu Salvador.

Em oração,
Paulo Henrique.
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