Recentemente fomos instigados a pensar sobre Áquila e Priscila, um casal que de forma muito simples e sem nenhuma expressão apareceu
na Bíblia (não estou falando do que eles desenvolveriam mais tarde).
Ali, encontrou um
judeu chamado Áquila, natural do Ponto, que havia chegado recentemente da
Itália com Priscila, sua mulher, pois Cláudio havia ordenado que todos os
judeus saíssem de Roma. Paulo foi vê-los. (At 18.2)
O que nos chama atenção na vida deste casal não é sua saída de Roma por
decreto de Cláudio, afinal não há nada de glorioso em ser expulso de sua habitação; não é o seu encontro com o Apóstolo dos Gentios – Paulo, nem muito menos as
sete vezes em que este casal é relatado na Bíblia.
O extraordinário na vida deste singelo casal é a comunhão, o ministério conjunto,
mútuo, vivo e muito bem definido.
Em nenhuma passagem você verá um Áquila sem Priscila e muito menos uma
Priscila sem Áquila. (At 18.2,18,19,26; Rm 16.3; I Co 16.19 e II Tm 4.19). Fosse
em uma saudação, em citação ou pessoalmente, em nenhuma passagem consta apenas
um, sempre dois.
É incrível que ministerialmente falando, o casal parece ter o poder de
quebrar uma elaborada lei física, onde dois corpos não ocupa o mesmo lugar no
espaço, quando referimo-nos a ministérios, o casal que vive a plenitude de
Cristo, parece sim romper tal princípio.
Priscila e Áquila eram DOIS que se formavam UM.
Entenderam que jamais um casal, por mais que sejam boas e até exaustivas
as suas intenções, nunca poderão desfrutar do melhor de Deus de forma separada,
sem o mesmo pensar, sem o mesmo querer, em “tendas” opostas.
Através de Jeremias, Deus diz: "Dar-lhes-ei um mesmo coração, e um mesmo
caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos,
depois deles". Jr 32.39.
Há um principio
divino estabelecido aqui. Todo casal que se une em Cristo, em um mesmo coração e
trilham o mesmo caminho, desfrutará de bênçãos incontáveis e ainda poderão as
ver serem alcançadas pelos filhos de seus filhos.
Sei da existência hoje
de uma ferrenha guerra contra a instituição familiar, contra o casamento e
assim sucumbir o ministério do casal.
Sei também de
casais que o problema não é a pressão externa, mas a falta de reconhecimento
interno, um problema de dentro pra fora, vivendo lado a lado em chamados
diferentes e muitas vezes extremamente contrário um do outro.
Volto a frisar: "Dar-lhes-ei
um mesmo coração, e um mesmo caminho...”.
Valorize seu cônjuge,
invista não no seu, não no dele, mas no ministério de vocês, um só foco, uma só
proposta, uma só direção...
Viva, sinta,
cultive, faça, plante, desfrute, cante, ore – faça tudo, mas faça junto, pois Deus
não consegue ver UM casal como DOIS seres distintos, Ele vê DOIS seres distintos
que formaram UM casal.
Em oração,
Paulo Henrique e
Giselly Rocha.

