sexta-feira, 22 de março de 2013

abrev.

O amadurecimento é um longo e necessário caminho a ser percorrido. Viver de forma descabida e insana é dar lugar ao opróbio e ao fracasso. De forma infantil a sociedade adoecida e sem nenhum foco ético tem dado seus cambaleantes passos em direção ao vexame e aos escândalos, que parecem serem cada dia mais minados por lideres/governo, liderados/governados.
Um amadurecimento que insiste não acontecer, um preço que não deseja ser pago. Em si tratando de postura, fala e até mesmo escrita, parecesse que estamos vivendo um retorno às cavernas (uma disporá jurássica), o certo hoje parece ser o errado.
Já é tido como anormal se você insiste acentuar, falar e se quiser vestir de forma mais tradicional. Vivemos a era das abreviações, uma frase que outrora era composta por verbos, sujeitos, adjetivos, pontuações gráficas, hoje pode ser escrita com poucas letras (etd?).
Em um tempo não muito distante, a redação era vista como o divisor de aguas, naquelas poucas linhas o candidato/aluno transcrevia o seu pensamento, suas ideias, levando seu examinador/leitor à reflexão e ao pensar, parece que hoje o negocio é saber fazer macarrão instantâneo ou cantar hino de clube de futebol (referencia a última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para aqueles que insistem não ler os noticiários), a escrita já não é mais necessária numa sociedade que valoriza a simples e mera sopa de letrinhas.
Realmente o amadurecimento é um longo e necessário caminho a ser percorrido, percorrido apenas por aqueles que insistem andar pelos corredores das bibliotecas, que frequentam livrarias e que se gastam com obras e leituras clássicas e poéticas. Para os demais, “sábios” do imenso sanatório global, basta abreviar ou cantar.

Viva o bom, longo, acentuado bate papo à moda antiga, com direito a aperto de mãos, bom dia e até logo...

“O estudo foi para mim o remédio soberano contra os desgostos da vida, não havendo nenhum desgosto de que uma hora de leitura me não tenha consolado”.
Barão de Montesquieu

Em oração,
Paulo Henrique

quinta-feira, 14 de março de 2013

Confiabilidade

Uma prova de que Deus esteja conosco não é o fato de que não venhamos a cair, mas que nos levantemos depois de cada queda.” (Santa Teresa de Ávila).

Segundo o dicionário online de português, confiabilidade é “A extensão em que medidas repetidas de um fenômeno relativamente estável situam-se próximas umas das outras; é o grau de confiança de uma proposta; capacidade de um instrumento não variar em seus resultados...”.
Seria o mesmo que ter todas as coisas em seus devidos lugares todos os dias, da mesma forma, nos mesmos horários... Tudo em perfeita harmonia e controle.
A grande questão é que a vida não é uma “forminha” intocável e inerte a nenhuma mudança e variação. E muitas vezes, devido a essas oscilações, sofremos, perdemos, machucamos, mudamos... Enfim, a vida é um ciclo de minutos, dias e horas... Composta por uma infinidade de momentos e ações, atitudes e valores, de agir e falar, pensar e refletir.
E diante de todas essas variações, nem sempre acompanhamos o processo, e nos perdemos no ciclo, na “roda” e quando menos esperamos - “- Estou sem direção”.
E é nesses instantes que parece que somos mais frágeis, sem chão, sem força... É quando mexe no nosso mundinho perfeito, quando tira as nossas coisas do lugar... E o que outrora era certinho agora está uma verdadeira balburdia.
É incrível como nestes instantes somos rodeados de todo tipo de conselhos e pessoas, de caras e bocas, de olhares e apontamentos... Alguns “aconselham” a esquecer a Deus e morrer, outros, peritos em “defeitos alheios”, chamados por Cristo de “comedores de camelo”, fazem um analise minucioso e depois consultam a suas cartilhas de pecados e suas consequências (aqui muito maior do que o pecador possa suportar e a graça e perdão de Deus possa perdoar) apontam onde está o seu problema.
Pronto à sentença foi relatada. O fim foi declarado, ministério acabado, historia perdida, família destituída, sonhos inalcançáveis, projetos rasgados.
Quantos mediante a todo esse processo fecham, esquecem, caducam... Que existe um Deus... Pai, amoroso, recepcionador, consolador, que faz de tudo para que seus filhos, mesmo que através de “intempéries pedagógicas”, alcance o centro de Sua vontade, o melhor lugar para se estar... Que dia após dia, vela e cuida, ama e traz afago a todos e qualquer que se deixe ser tocado.
Confie em Deus... Há um texto judaico que diz: “Deus está em toda a parte, mas o homem somente o encontra onde o busca”.

“Eu, eu sou aquele que vos consola; quem, pois, és tu para que temas o homem que é mortal, ou o filho do homem, que se tornará em erva?”
Is 51.12

Em oração,
Paulo Henrique
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