O amadurecimento é um longo e necessário
caminho a ser percorrido. Viver de forma descabida e insana é dar lugar ao opróbio
e ao fracasso. De forma infantil a sociedade adoecida e sem nenhum foco ético tem
dado seus cambaleantes passos em direção ao vexame e aos escândalos, que parecem
serem cada dia mais minados por lideres/governo, liderados/governados.
Um amadurecimento que insiste não
acontecer, um preço que não deseja ser pago. Em si tratando de postura, fala e
até mesmo escrita, parecesse que estamos vivendo um retorno às cavernas (uma disporá
jurássica), o certo hoje parece ser o errado.
Já é tido como anormal se você
insiste acentuar, falar e se quiser vestir de forma mais tradicional. Vivemos a
era das abreviações, uma frase que outrora era composta por verbos, sujeitos,
adjetivos, pontuações gráficas, hoje pode ser escrita com poucas letras (etd?).
Em um tempo não muito
distante, a redação era vista como o divisor de aguas, naquelas poucas linhas o
candidato/aluno transcrevia o seu pensamento, suas ideias, levando seu
examinador/leitor à reflexão e ao pensar, parece que hoje o negocio é saber
fazer macarrão instantâneo ou cantar hino de clube de futebol (referencia a
última edição do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para aqueles que
insistem não ler os noticiários), a escrita já não é mais necessária numa
sociedade que valoriza a simples e mera sopa de letrinhas.
Realmente o amadurecimento é
um longo e necessário caminho a ser percorrido, percorrido apenas por aqueles
que insistem andar pelos corredores das bibliotecas, que frequentam livrarias e
que se gastam com obras e leituras clássicas e poéticas. Para os demais, “sábios”
do imenso sanatório global, basta abreviar ou cantar.
Viva o bom, longo, acentuado bate papo à moda antiga, com direito a aperto de mãos, bom dia e até logo...
“O estudo foi para mim o remédio soberano
contra os desgostos da vida, não havendo nenhum desgosto de que uma hora de
leitura me não tenha consolado”.
Barão de Montesquieu
Em oração,
Paulo Henrique
