sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Sem proteção, será?

Uma das situações mais conflitantes é quando não entendemos, mas precisamos aceitar. Infalivelmente, mas cedo ou mais tarde, todos nos passamos por este caminho.
Não foi diferente com os apóstolos, Marcos nos conta no capitulo seis, que Jesus após alimentar uma grande multidão ordenou que seus discípulos subissem em um barco e atravessasse para o outro lado, no entanto, Ele não entrou, ficou a margem para se despedir da turba que o cercava.
Essa ordem soa com muita estranheza aos apóstolos, afinal era um grupo, eram os doze e seu mestre, o líder e os liderados, e agora essa separação? Qual era a intenção de Jesus, porque daquele pedido... Afinal o guia era Ele, Ele é o caminho, o único. Doze num pequeno barco e Jesus sozinho em terra firme? Qual é a real lição que o Senhor estava transmitido aos seus discípulos.
Como dito, essa era à hora do conflito, sem entender, sem conhecer a intenção, sem saber o por que... Mas obedeceram.
A vida é cercada de conflitos para todos, o que nos torna então diferentes uns dos outros? É a atitude que tomamos em meio à “tempestade”.
O dia começa a declinar e os apóstolos ainda não atingiram a outra margem, a visão já não é nítida tal como quando o sol irradia a pino. Por ser o Mar da Galiléia cercado de montanhas, tal geografia proporciona uma vazão acentuada de vento sobre aquelas águas, produzindo assim grandes marés, diz a Bíblia, que o vento soprava contra aquela pequena embarcação. Segundo Adolf Pohl, o versículo explica, com uma observação posterior típica, que um vento forte os empurrara para o sul. Deste modo o quadro da separação se intensifica.
Estavam ficando cada vez mais longe do Mestre, do “caminho”. O homem (apóstolos) longe de Jesus (Deus), o conflito se intensifica... - O que é que estamos fazendo aqui, em meio a essa tempestade sozinhos? Afinal onde Ele está? Cadê o nosso refúgio, a nossa fortaleza, o socorro bem presente?
A grande lição a ser ensinada aqui é que independente da distância; se é em terra firme ou em mar revolto; se é grande ou pequena a embarcação; se “aparentemente” existe uma ausência ou não... O certo é que os seus olhos SEMPRE nós vêem.
“E vendo que se fatigavam a remar, porque o vento lhes era contrário, perto da quarta vigília da noite aproximou-se deles, andando sobre o mar, e queria passar-lhes adiante”. Mc 6.48.
A aparente ausência nos ensina que sempre podemos confiar no Senhor, por mais que os nossos olhos insistem em não vê-LO, Ele sempre esta por perto e se APROXIMA.

“Lançando sobre ele toda a vossa ansiedade, porque ele tem cuidado de vós”. I Pe 5.7.

Em oração,
Paulo Henrique.
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