“Lembro-me dos dias antigos; considero todos os teus feitos; medito na obra das tuas mãos”. (Sl 143.5).
Ao contrário da amnésia em que há perda de uma capacidade, o esquecimento é uma falha na retenção ou na evocação dos dados da memória. Trata-se de fenômeno muito comum que, em maior ou menor grau, ocorre com qualquer pessoa.
A tendência de esquecermos situações corriqueiras parece ser mais comum, por exemplo, o almoço de cinco dias atrás. Por ser a alimentação um habito diário, mecanizamos a ação da alimentação e raras vezes observamos e guardamos na mente as refeições, exceto uma alimentação em uma ocasião especial, no entanto, esta só é lembrada pelo evento, e não por sua importância, cor ou sabor.
Por ser o nosso Deus, um pai amoroso, bondoso e preocupado com os seus filhos, TODOS os dias são nos oferecidos diversos “cardápios”.
As obras de suas mãos podem ser vista a todo instante do nosso dia. Seja na coloração do céu, no canto de um pássaro, no enfeitar da noite tranqüila ou até mesmo na agitação do nosso trabalho ou em meio ao caótico trânsito. Suas obras sempre estão presentes – livrando, cuidado, zelando, curando, amando...
Mas o Salmo 143 nos mostra mais... Toda essa obra é continua, não é fragmentada, não vem em “conta gotas”, mas é abundante, é seqüencial – “Lembro-me dos dias antigos...” Não é de hoje que o Senhor tem cuidado de você, de mim, de nós. Diz a Palavra de Deus: “Os teus olhos viram o meu embrião” (Sl 139.16 NVI). Realmente, estamos cercados por um Deus que NUNCA se esquece de nós, mesmo quando muitos insistem acreditar na sua inexistência, na sua ausência... Ele sempre continua lá, pertinho, com afago e carinho, com zelo e amor...
Não tenha por habito esquecer-se dos feitos de Deus em tua vida, para que sua capacidade mental não seja destruída pela amnésia mundana.
“Bendiga ao Senhor a minha alma! Não esqueça de nenhuma de suas bênçãos!” (Sl 103.2).
Em oração,
Paulo Henrique.
