Segundo William Barclay, o amor deve ser completamente sincero. Não deve haver no amor cristão hipocrisia, simulação ou motivos ocultos. Existe o amor de despensa que dá afeto com um olho posto no ganho que pode proporcionar. Existe o amor egoísta cujo objetivo é obter muito mais do que dá. O amor cristão é um amor liberto do eu. É o vôo puro do coração para com outros.Quando o apóstolo Paulo nos instrui que o amor deve ser sem falsidade, é um alerta aos “praticantes da arte cênica evangélica” da atualidade. Adolf Pohl define claramente como deve ser o agir cristão: “O cristão deve ter aquele amor que não se orienta pelo que é digno de amor, mas que responde à misericórdia de Deus. É sob esse aspecto que ele rompe com os modelos de comportamento da era presente. Porém o amor pode decair para uma mera encenação cristã. Quando ele é desempenhado unicamente por meio de expressão facial e saudação, uma igreja inteira cai no comportamento inautêntico e mascarado. Visto que isso a alienaria consideravelmente de sua essência, o Novo Testamento exorta incansavelmente para a veracidade do amor. O amor seja sem hipocrisia”.
Agindo de forma pérfida, perdemos:
I – A comunhão com Deus e a oportunidade de conhecê-Lo: Ganho entendimento por meio dos teus preceitos; por isso odeio todo caminho de falsidade. (Sl 119.104 NVI);
II – A presença de Cristo em nossas vidas: Jesus se coloca como “a verdade e a vida” (Jo 14.6). Se há falsidade em nossas vidas, o Senhor da verdade não habita nela, também, não há vida fora da verdade que é Jesus.
III – A obra salvífica do Espírito Santo: Quando o Espírito Santo nos regenera e nos vivifica para a vida espiritual, essa ação resulta no despertamento da alma para a fé salvadora. O fruto dessa fé é a justificação. No momento em que abraçamos a Cristo pela fé, Deus nos declara justos. Somos justos não por nos termos santificado repentinamente; somos justos porque os méritos de Cristo foram lançados em nossa conta. No entanto, ao sermos púnico, desprezamos toda essa ação e gesto do Espírito de Deus. No livro aos Hebreus 10.15-17 comenta: O Espírito Santo também nos testifica a este respeito. Primeiro ele diz: "Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis em seus corações e as escreverei em suas mentes"; e acrescenta: "Dos seus pecados e iniqüidades não me lembrarei mais". Renegar a Sua obra é dizer não à única oportunidade de salvação existente.
IV – A essência cristã: Passamos a viver um teatro regado a fingimento, gestos irônicos e a sorrisos traiçoeiros, perdendo assim a genuinidade do Evangelho. A Palavra de Deus nos adverte: Tu rejeitas todos os que se desviam dos teus decretos, pois os seus planos enganosos são inúteis. (Sl 119.118 NVI).
V – O amor do próximo: Pois todas as vezes que agimos com hipocrisia estamos sendo traidores para com os nossos pares, criando feridas profundas e que muitas vezes trazem seqüelas irreparáveis, a Bíblia nos mostra isso: Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada (Pv 18.19 NVI)
Fica aqui o conselho do Apóstolo Paulo mais uma vez: Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura. (Hb 10.22 NVI).
Em oração,
Paulo Henrique.
