quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Rm 12.9

Segundo William Barclay, o amor deve ser completamente sincero. Não deve haver no amor cristão hipocrisia, simulação ou motivos ocultos. Existe o amor de despensa que dá afeto com um olho posto no ganho que pode proporcionar. Existe o amor egoísta cujo objetivo é obter muito mais do que dá. O amor cristão é um amor liberto do eu. É o vôo puro do coração para com outros.
Quando o apóstolo Paulo nos instrui que o amor deve ser sem falsidade, é um alerta aos “praticantes da arte cênica evangélica” da atualidade. Adolf Pohl define claramente como deve ser o agir cristão: “O cristão deve ter aquele amor que não se orienta pelo que é digno de amor, mas que responde à misericórdia de Deus. É sob esse aspecto que ele rompe com os modelos de comportamento da era presente. Porém o amor pode decair para uma mera encenação cristã. Quando ele é desempenhado unicamente por meio de expressão facial e saudação, uma igreja inteira cai no comportamento inautêntico e mascarado. Visto que isso a alienaria consideravelmente de sua essência, o Novo Testamento exorta incansavelmente para a veracidade do amor. O amor seja sem hipocrisia”.
Agindo de forma pérfida, perdemos:
I – A comunhão com Deus e a oportunidade de conhecê-Lo: Ganho entendimento por meio dos teus preceitos; por isso odeio todo caminho de falsidade. (Sl 119.104 NVI);
II – A presença de Cristo em nossas vidas: Jesus se coloca como “a verdade e a vida” (Jo 14.6). Se há falsidade em nossas vidas, o Senhor da verdade não habita nela, também, não há vida fora da verdade que é Jesus.
III – A obra salvífica do Espírito Santo: Quando o Espírito Santo nos regenera e nos vivifica para a vida espiritual, essa ação resulta no despertamento da alma para a fé salvadora. O fruto dessa fé é a justificação. No momento em que abraçamos a Cristo pela fé, Deus nos declara justos. Somos justos não por nos termos santificado repentinamente; somos justos por­que os méritos de Cristo foram lançados em nossa conta. No entanto, ao sermos púnico, desprezamos toda essa ação e gesto do Espírito de Deus. No livro aos Hebreus 10.15-17 comenta: O Espírito Santo também nos testifica a este respeito. Primeiro ele diz: "Esta é a aliança que farei com eles, depois daqueles dias, diz o Senhor. Porei as minhas leis em seus corações e as escreverei em suas mentes"; e acrescenta: "Dos seus pecados e iniqüidades não me lembrarei mais". Renegar a Sua obra é dizer não à única oportunidade de salvação existente.
IV – A essência cristã: Passamos a viver um teatro regado a fingimento, gestos irônicos e a sorrisos traiçoeiros, perdendo assim a genuinidade do Evangelho. A Palavra de Deus nos adverte: Tu rejeitas todos os que se desviam dos teus decretos, pois os seus planos enganosos são inúteis. (Sl 119.118 NVI).
V – O amor do próximo: Pois todas as vezes que agimos com hipocrisia estamos sendo traidores para com os nossos pares, criando feridas profundas e que muitas vezes trazem seqüelas irreparáveis, a Bíblia nos mostra isso: Um irmão ofendido é mais inacessível do que uma cidade fortificada (Pv 18.19 NVI)

Fica aqui o conselho do Apóstolo Paulo mais uma vez: Sendo assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e tendo os nossos corpos lavados com água pura. (Hb 10.22 NVI).

Em oração,
Paulo Henrique.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

O seu tesouro e o seu coração

“Pois onde estiver o seu tesouro, ali também estará o seu coração".

Se apenas lermos sem analisar esta afirmação de Cristo, talvez a profundidade desta mensagem não seja alcançada, e continuaremos a ver somente a escrita e não a mensagem inserida em suas sabias palavras.
Segundo David Stern, Faraó compreendeu muito bem que onde estiver sua riqueza, ali também estará seu coração. É por isso que se recusou a deixar os israelitas levarem suas propriedades (Ex 10.8-11 e 24,27).
Nos versículos apresentados do livro do Êxodo, notemos que a grande luta do legislador egípcio não era o fato dos homens serem liberados para ir ao deserto adorar a Deus, e sim de levarem o que para eles eram sua riqueza, no contexto, mulheres, crianças e animais. O líder do Egito sabia que se caso suas mulheres e crianças e seus rebanhos ficassem, o regresso era questão de horas, pois os seus corações haviam ficado no Egito, suas riquezas estavam ali.
Basil F. C. Atkinson diz: “Quando o coração está nos céus, todo o ser se consagra aos interesses de Cristo”. O viver contrário desta afirmativa apresenta um cenário de cobiça e ganância, de apego e destruição, de escravização e morte.
Há lições que podemos apreender e aplicarmos em nossas vidas, ao estudarmos o texto:
1° Tesouro I: Para os hebreus eram suas mulheres, filhos e semoventes, para muitos é o trabalho, o carro, a casa, a religião, os amigos e muitas outras coisas que nos cercam. Ter tesouro não é o problema, o problema é o que é o seu tesouro, pois se ele é corruptível, o seu coração estará ali.
2° Tesouro II: A outra situação é onde esta o seu tesouro, da nação escolhida estava no Egito, depois de muito tempo caminhando pelo deserto, já com suas mulheres, filhos e animais, existia ainda algumas “pepitas” que ficaram na margem no Rio Nilo, e mesmo tendo a providencia de Deus, seus corações ainda sentiam saudade do “ouro de tolo” que deixaram naquela terrra – Nm 11.5-6 – “Nós nos lembramos dos peixes que comíamos de graça no Egito, e também dos pepinos, das melancias, dos alhos porós, das cebolas e dos alhos. Mas agora perdemos o apetite; nunca vemos nada, a não ser este maná!”. NVI
3° Coração I: Salomão nos aconselha: “Acima de tudo, guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida”. (Pv 4.23 NVI). Daí o problema, pois se o tesouro que estamos cultivando nos afasta de Deus, então teremos um coração distante do Pai, e sem nenhuma segurança, sendo alvo fácil de qualquer mazela e ataque deste mundo vil.
4° Coração II: Jesus também nos ensina: “Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e são essas que tornam o homem ‘impuro’.”. (Mt 15.18 NVI). Lógico, se a fonte esta suja, tudo que brotar dela será impuro. E é aqui que a situação se torna drástica, pois ao contrário de impureza esta a santidade, e o escritor do livro aos Hebreus diz: “Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor”. (Hb 12.14 NVI).

Que o nosso tesouro seja a cruz, de onde emanou a maior riqueza que o homem pode ter – Ser reconhecido como filho amado, herdeiro da graça e acolhido pelo imensurável amor de Deus que nos garante a salvação eterna.

Em oração,
Paulo Henrique.
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